Crédito: Bere Fischer


O processo criativo de um escritor(a) varia de acordo com seu método, mas quando essa metodologia se renova? O escritor, cantor e compositor Manuel Filho acredita que se você quer escrever algo diferente, não adianta ter sempre o mesmo processo. O artista paulista conversou com alunos das séries finais do Ensino Fundamental sobre esse tema na tarde desta quarta-feira (14), no Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul.

Atualmente, Manuel está escrevendo um livro de forma inovadora, dentro da sua vivência: utilizando uma máquina de escrever. Em parceria com a escritora Penélope Martins, os dois estão trocando capítulos da obra por cartas, usando carimbos, etc. “Essa foi uma alternativa de sair do mundo do computador, da solidão que ele proporciona para trabalhar o processo criativo”, reafirmou o autor.

Crédito: Bere Fischer

Segundo uma das professoras presentes, os alunos trabalharam em sala de aula com o livro “Frankenstein e outros mortos-vivos”, que reúne contos de Manuel, Ivan Jaf, Rosana Rios e Shirley Souza. Explicando como criou sua história, o palestrante disse: “Quando tinha 16 anos, eu tinha uma ideia de escrever um livro sobre um homem que foi enforcado, mas não morreu. Depois de muitos anos, aquela ideia não me pareceu tão boa como antes, e, em vez de livro, ela virou um conto. Gosto de citar um dos livros de Marina Colasanti que disse que se esquecermos todas as histórias, não nos restará nada. Nós somos as histórias que conhecemos”.

Manuel foi questionado sobre suas referências, o escritor comentou ser fã de Francisco Marins (1922-2016) e de Lygia Bojunga, além de ler clássicos como “As Aventuras de Tintim”, “Alice no País das Maravilhas”, “ A Revolução dos Bichos” e “O Rei Lear”. Também, filmes como “Luzes da Cidade”, “A Volta dos Mortos-Vivos” e a série/quadrinhos “The Walking Dead”.

Para o autor, suas ideias não tem um caminho ou final certo, elas viram contos ou livros ou música conforme sua imaginação. “Maria Mudança” é um dos exemplos, começou a partir de um sonho. “Eu escrevi um livro por causa desse nome: Maria Mudança. Ele não saía da minha cabeça. E, no final, eu entendi que estava em processo de mudança”, relembrou.

Depois de sua palestra, Manuel Filho participou de uma sessão de autógrafos, na Praça da Alfândega, de seu mais recente livro: “MMMMM” (Mônica e o Menino Maluquinho na Montanha Mágica”, que foi ilustrado por Ziraldo e Maurício de Sousa. Trata-se do primeiro livro que uniu as turmas da Mônica e do Menino Maluquinho.

Crédito: Diego Lopes

Texto – Airan Albino
Fotos – Bere Fischer e Diego Lopes

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