Júpiter Maçã recebeu justa homenagem pelo conjunto da sua obra nesta sexta-feira, 16 de novembro, no Teatro Carlos Urbim. O jornalista Cristiano Bastos, co-autor da biografia “Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra”, falou sobre o processo de escrita do livro, e recebeu o acompanhamento do conjunto musical Império da Lã, formado por Carlinhos Carneiro e Chicão Bretanha.

O evento começou com a apresentação da música “A Marchinha Psicótica de Doutor Soup”, do álbum Sétima Efervescência interpretada pelos dois representantes da Império com Lã. Para Cristiano Bastos, que também é autor dos livros “Gauleses Irredutíveis” e “Julio Remy – história de amor e morte”, Flavio Basso mudou o rock gaúcho e, também, sendo influente a nível nacional. O bate-papo girou principalmente sobre o primeiro álbum solo de Júpiter, intitulado “A Sétima Efervescência”, gravado em 1996 e lançado em 1997, que chegou a ser considerado um dos cem discos brasileiros mais importantes pela Revista Rolling Stone. “Ele fez esse disco em uma época na qual quem dominava a cena musical era o Mamonas Assassinas, o Mangue Beat…ele olhou para trás, para os anos 1960 e transformou aquilo em algo novo, e cantando em português. E hoje, vinte anos depois, todo mundo conhece essas músicas”, afirma.

Para Carlinhos Carneiro, Júpiter se expunha muito nessa época do Sétima Efervescência  e depois, no Tarde da Fruteira. “Neste tem exposição clara da vida dele, alcoolicamente, psicologicamente, meio que antecedendo o que aconteceria depois na vida dele”, relata. Bastos conta uma curiosidade, o codinome Júpiter era uma homenagem ao seu avô que assinava com essa alcunha uma coluna em um jornal de Cruz Alta. Apple era porque a sua avó pelo lado materno se chamava assim. “Era uma pessoa que não olhava para trás, e era difícil convencer ele a tocar antigos repertórios”, explica. Um artista de várias e complexas facetas, sempre em efervescência. 

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Diego Lopes

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