No Brasil, mais de 45 milhões de pessoas tem alguma deficiência, segundo o IBGE. os dados, porém não se refletem no direito a muitos serviços, entre eles a cultura. Ainda que a questão da acessibilidade cultural precise avançar em muitos aspectos, o Ciclo Inclusivo, realizado na manhã deste sábado (17) no Teatro Carlos Urbim, contribuiu um pouco para a causa.

O evento foi um momento de mostrar o protagonismo desses artistas, com apresentações de música, dança e contação de histórias com tradução para LIBRAS.

Marcos Davi é artista desde os 14 anos. Em 2006, ele sofreu uma lesão medular e não parou de seguir o seu talento. Atualmente, ele é vocalista da banda Muitos Outros, uma das atrações do Ciclo, que se apresentou com covers de rock da música brasileira. “Faz 5 anos que estamos com esse projeto chamado Show Vencendo Limites, que nós nos apresentamos em peças de teatros, feiras, mostrando como vencer limites através da arte”, diz.

Marcos também é presidente e fundador do Instituto Acessibilizar, que está lançando um novo projeto: uma escola de música para pessoas com e sem deficiência, de modo a promover a inclusão.

A manhã foi recheada de atrações, com meninas cadeirantes flutuando no ballet inspirado em Alice no país das Maravilhas e contação de histórias com o projeto Memória Livre e Angélica Rizzi. O Ciclo Inclusivo foi uma realização do Comitê de Voluntários pela Acessibilidade da Feira do Livro, que conta com serviços como empréstimo de cadeira de rodas na Estação de Acessibilidade, na Praça dos Autógrafos.

Além disso, no Espaço Cultural Paulo Freire (térreo do Memorial do RS) acontece a Exposição de Artes do projeto Conhecer para Empoderar – Associação AFAD Porto Alegre e Desenvolver Inclusão e Diversidade.

Texto: Thaís Seganfredo
Fotos: Diego Lopes

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