A Associação Gaúcha de Escritores (AGES) promoveu o Seminário “Bamboletrando Dilan Camargo – Vida e Obra do Escritor” neste sábado, 10 de novembro, no  Salão de Bridge do Clube do Comércio. Camargo foi um dos fundadores da entidade e o primeiro presidente. O encontro foi dividido em quatro painéis de debates, dois pela manhã e dois pela tarde.  

Depois da cerimônia de abertura, aconteceu a primeira mesa com o próprio Dilan Camargo se apresentando, rememorando a sua trajetória. A mediação foi de Antônio Schimeneck, escritor e distribuidor de livros. Antônio contou a história da primeira vez que conheceu Dilan, e o levou a uma escola para falar com os alunos em um projeto. “Eu nunca tinha visto o Dilan trabalhar. Chegou bem quietinho, mas quando chegou o momento de usar a palavra, ele usou a palavra e bastou, não precisou de equipamento, música, etc”, conta Schimeneck. Em seguida, o mediador leu o poema Minha Lei é Ler, do homenageado.

Dilan então começou a contar a sua história, as peripécias da infância que o levaram a se interessar por ler e escrever. Nasceu em Itaqui e passou a infância e a juventude em Uruguaiana, na bem na fronteira com a Argentina. Sendo semper um assíduo frequentador  da biblioteca do Colégio Sant’Anna, da Congregação Marista onde cursou o antigo ginásio, e também da Biblioteca Pública, onde lia livros e antigas enciclopédias. Para ele, a literatura precisa de palavras exatas, pois se identifica quando o texto está com as palavras no lugar certo. “Nem um dia sem escrever, nem um dia sem ler, é o que costumo seguir. Acho que a literatura escolhe a gente”, acredita.

Ainda ocorreram as mesas “Dilan contista e letrista”, com os debatedores Eleonora Medeiros, Henrique Schneider, Doralino Souza da Rosa e mediação de Sidnei Schneider; e “Dilan para crianças”, com as participantes Eleonora Medeiros, Patricia Langlois, Marô Barbieri e mediação de Marion Cruz;.

A última mesa que contou com a presença da atual patrona Maria Carpi, ao lado de Vera Verissimo, Cacá Melo, Lilian Rose M. da Rocha, Cristina Macedo e Helô Bacichette em que leram textos escritos por Camargo. Para Maria  Carpi, uma das grandes qualidades dele não é só a escrita, mas saber ler. “Ele nunca deixou isso de lado. A rima é boa quando tem relação com o conteúdo. O seu próprio ritmo é a respiração com o mundo”, afirma. 

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Diego Lopes

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