A mesa “Tradução: Criação e Crítica” que aconteceu neste sábado, 3 de novembro, reuniu Leonardo Antunes; poeta, tradutor e professor de Língua e Literatura Grega na UFRGS; José Francisco Botelho, tradutor, escritor e jornalista; e Karina Lucena, Professora do Instituto de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

A discussão girou sobre o conceito de tradução de cada um, as suas experiências e pesquisas. Antunes está também autografando na Feira do Livro a sua tradução de Édipo, a qual classificou como radical. “A principal vontade que eu tinha era de fazer uma experiência radical de tradução. Quis privilegiar os coros e tentar produzir um ritmo deles em português, forçando uma outra espécie de recepção por parte do público”, conta. Para ele, quanto mais traduções e mais interpretações, melhor fica o diálogo e o sentido da obra.

Depois foi a vez de Karina Lucena comentar um pouco sobre a sua pesquisa que segue a linha da tradução e da tradição, mas com foco na produção argentina. Sua fala girou sobre principalmente sobre autores que estudaram o trabalho de tradução do escritor argentino Jorge Luis Borges. O próprio também escreveu um breve, mas marcante e influente, ensaio sobre tradução no início do século passado.

Já Botelho lembrou que o Clube do Comércio, local em que aconteceu o evento, fica localizado perto da antiga Editora Globo, que foi importante para a tradução com nomes como Erico Verissimo e Mario Quintana. Para ele, o mais interessante tipo de tradução não é a literal, mas a que fornece uma vida nova ao texto e que também tem então a capacidade de insuflar nova vida na literatura do País em que foi traduzida.

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Texto – Rafael Gloria

Fotos – Bere Fischer

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