Crédito: Diego Lopes


No ensolarado e quente 11 de novembro, a Praça de Autógrafos foi palco para mais um Domingos de Criação. As apresentações começaram com os grupos Semente de Baobá, da Comunidade Kilombola Morada da Paz (CoMPaz) e com o Coletivo dos Cantantes e Brincantes (Educação do Campo – UFRGS), cantando e declamando os cantos sagrados do Kilombo de Mãe Preta.

Intitulado “ORIN: Quando canto rezo, Quando rezo canto” os cantos chamaram a atenção do público, tanto que uma das componentes do grupo convidou os interessados para dançar. A CoMPaz fica na área rural do Distrito de Vendinha, no município de Triunfo, região metropolitana de Porto Alegre. Fundado em 2003, o quilombo reconhecido pela Fundação Cultural Palmares realiza um trabalho de recuperação da sabedoria ancestral africana e afro-brasileira.

É um território negro feminino, pois a grande maioria das moradoras são mulheres que salvaguardam a cultura matricial de seu povo. Apresentado na Feira do Livro, um de seus projetos é o Omorodê Ponto de Cultura da Infância, que tem como eixo a representatividade e o brincar em comunidade, recuperando a harmonia e a integração entre mais velhos e crianças.

Crédito: Diego Lopes

Logo após foi a vez da Índia. A professora Krishna Sharana e a aluna Gouri Devi fizeram cinco números de um estilo de dança indiana. Conforme apresentado, o Bharata Natyam é um dos nove estilos de dança tradicional do país. É conhecido pela graciosidade, ritmos complexos, expressões teatrais e poses esculturais.

Sharana é, também, coreógrafa e dançarina de Bharata Natyam há 22 anos. Recebeu títulos do Governo Indiano por divulgar a cultura aqui no Brasil, ser tornando uma das referências do estilo em âmbito nacional e a única profissional de dança indiana no Estado.

Os ritmos apresentados foram em homenagem a Ganesha, simpático Deus com cabeça de elefante, arquétipo da força e da persistência; Sarasvati, Deusa do conhecimento e do estudo; Allaripu, Item de dança onde o ritmo e a expressão corporal sem significado poético são utilizados; Shiva, Deus da dança; e Kamakshi, uma das formas da Deusa Mãe, adorada desde os primórdios da humanidade.

O Domingos de Criação também contou com as apresentações de:
Falun Dafa – tradicional prática chinesa para mente e corpo
Os assessores da tradicional prática milenar chinesa Falun Dafa realizaram oficina para de exercícios leves e meditativos para cultivo da energia interna e também para a dobradura de flores de lótus.

Cunhãs – Coletivo Panapaná
Coletivo que apresentou a história de Malala, a menina que levou um tiro do Talibã por ousar ir à escola, para mostrar a importância da educação, direito muitas vezes negado às meninas e mulheres.

Sofia 71
Banda de Jazz Fusion que fez interpretações de standarts do estilo e covers de clássicos do rock e pop. Com Pedro Saul, Davide Carbonai, Sergio Moreira e Christian Ilanes.

Texto: Airan Albino
Fotos: Diego Lopes
Mais fotos no Flickr:Semente de BaobáeBharata Natyam

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