A mesa de lançamento do livro “1968: De maio a dezembro” lotou o Salão de Bridge do Clube do Comércio neste domingo, 11 de novembro. A temática ganha novos ares e revisões completando as cinco décadas a partir da publicação de pesquisas realizadas dentro da rede Jornalismo, Imaginário e Memória, coordenada pelos professores Juremir Machado da Silva, da PUCRS; Álvaro Larangeira, da Universidade Tuiuti do Paraná; e Christina Musse, da Universidade Federal de Juiz de Fora/MG.

Estavam presentes na mesa Juremir Machado, Álvaro Larangera e estudantes de pós-graduação da Faculdade de Comunicação da PUCRS, representando também todos os 22 estudantes das três universidades que escreveram artigos para o livro. O jornalista Flavio Tavares, que foi entrevistado para um dos artigos, também integrou a mesa.

Os textos foram produzidos ao longo do primeiro semestre deste ano, tendo como enfoque acontecimentos de 68. O recorte temporal estabelecido foi do maio francês ao dezembro brasileiro, com a publicação do Ato Institucional nº 5 (AI-5). A partir dos 16 artigos, o leitor poderá fazer uma viagem sobre acontecimentos diferenciados ou pouco explorados até o momento em relação a 68, envolvendo imagens, depoimentos, memórias, inventários, balanços, análises, confissões, perspectivas e leituras. O livro é dividido em quatro partes.

Juremir começou falando sobre a revolução comportamental sem tamanhos que foi aquele momento, que acabou mudando as relações do cotidiano. “Foi um momento de ruptura em vários setores, estavam cansados de engessamento, queriam menos hipocrisia, sacudir o mundo”, explica. Para ele, de alguma maneira, Maio de 68 está no centro das atenções porque algumas conquistas daquele período podem estar sob ameaça. “O presidente eleito disse que pode extinguir o Ministério do Trabalho, criado lá em novembro de 1930, uma das primeiras criações do governo revolucionário de Getúlio Vargas, porque notou essa  necessidade básica”, diz. 

Larangera fala que se sente extremamente satisfeito com o trabalho, e foca sua fala mais no Maio de 1968 e a consequência do que foi para o Brasil naquele período com o AI-5 (que definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados). O autor faz aproximações das pesquisas que realizou do período com o que está acontecendo no momento político atual. “ Além do aspecto histórico, é importantíssimo nesse trabalho a aproximação atemporal com o ‘aqui e agora'”, revela.

Em seguida, os autores autografaram no primeiro andar do Memorial do RS.

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Diego Lopes

Mais fotos da mesa e dos autógrafos no Flickr.

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