Na noite desta segunda-feira, foi a vez de Frank Jorge subir ao palco do Teatro Carlos Urbim para apresentar alguns dos textos do seu livro Realidades e Chantillys Diversos, publicado lá no ano 2000, e que traz uma mistura dos gêneros da prosa e da poesia, com muito humor e criatividade, e pouco compromisso com normas ou recomendações. E é essa mesma postura que podemos perceber em sua apresentação, lendo trechos de seus textos para os alunos de Educação para Jovens e Adultos (EJA) e do Ensino Médio Noturno. Uma plateia bem lotada e que foi se empolhando ao longo do tempo. 

Frank explica que foi privilegiado por ter nascido em uma família que sempre gostou de ler, escrever, escutar música. Isso o influenciou e ele acabou enveredando pela música, formando conjuntos importantes para o cenário, como Cascavelletes e Graforréia Xilarmônica, mas nunca abandonou o hábito da leitura e da escrita. “Tem se a ideia de que o escritor, o músico, é alguém fora do mundo real, mas não. É alguém normal, que tem uma vida, pega ônibus, então, eu sempre busco revelar um pouco disso, da minha trajetória, nas apresentações nas escolas”, explica.

Entre os textos do seu livro que leu, estão a “Ode ao chinelo de dedo”, que brinca com a cacofonia e “Pisa no coco”, uma espécie de axé político. A segunda parte foi dedicada a música e, então, ele chamou o guitarrista Maurício Chaise para subir ao palco e dividir os sons com ele. Começaram com a música “Comunicação”, brincando com o refrão “Comunicação, comunicação, nos faltou comunicação”. Depois, veio um clássico da Graforréia, “Nunca Diga”, e sobrou até Tim Maia com um cover de “Primavera”, cantado também pela plateia. E, claro, não faltou a clássica “Amigo Punk”. Beatles, uma grande influência, surgiu também em covers, com Nowhere Man. 

 

Confira mais fotos no álbum –> https://www.flickr.com/photos/feiradolivropoa/albums/72157700281088452/with/30912332407/

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Diego Lopes

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