Crédito: Bere Fischer


Na tarde de domingo (11), Janice Diniz esteve na 64ª Feira do Livro. Conhecida como a Rainha dos Cowboys Brasileiros, ela fez uma fala no Salão Bridge do Clube do Comércio sobre o lançamento do seu mais novo livro “Bruto e apaixonado”, pela Harlequin Books.

Mediado pela representante da editora, Raquel Cristina Homem apresentou a trajetória da escritora, que já tem 49 e-books e um livro impresso. Desde 2011 Janice escreve profissionalmente, ela começou de maneira independente, tirando dinheiro do próprio bolso para tentar publicar um original. Em 2013, migrou para o digital, onde fez sucesso com seu recorte na literatura, como a própria diz: livros de cowboy.

“Eu digo que escrevo desde que nasci, já desenhava bolinhas no papel quando tinha dois anos, e minha mãe perguntava o que estava fazendo. Eu respondia: ‘Tô escrevendo!’”, contou Janice. Para a escritora foi fácil encontrar um nicho que fizesse parte de sua vivência, de seu interesse. “Antes de seduzir o leitor, o autor tem que seduzir a si próprio, e eu gostava de livros sobre cowboy. Aqui no Brasil faltava livros desse gênero, enquanto nos Estados Unidos existem muitas escritoras, não só a Diana Palmer”, afirma.

Crédito: Bere Fischer

Mesmo sendo porto-alegrense, a escritora morou em diversas regiões do país, como Minas Gerais, São Paulo, Manaus e Mato Grosso. O último serve de ambiente para suas histórias, assim como os cowboys presentes em seus romances-eróticos. “São homens simples, homens da terra, homens que respeitam bichos. Tem gente que gosta dos engravatados, eu gosto dos de chapéu”, disse.

Seu gosto por criar cidades é explorado e faz parte do processo criativo. Matarama, Santo Cristo, Sacramento, Santa Fé, todas são cidades-personagem e fictícias. “Todas histórias que escrevo se passam no Centro Oeste, no Mato Grosso. Eu fiz laboratório, morei em Sorriso e uso o tempo que vivi, o que senti, o que conheci, o clima. Eu precisava de uma identidade, só escrevo livros contemporâneos, nada de faroeste. Me sinto à vontade nessa temática”, explicou.

A série Cowboys de Santa Fé chamou a atenção de editoras, como a Harpen Collins Brasil. Seus números expressivos de venda online – mais de 15 milhões – fizeram com que Janice ganhasse espaço. “Eu tenho que ser caracterizada para ser vendida, tenho que ser rotulada, como romance erótico, é assim, catalogando bem que eu chego nas minhas leitoras. E uso o cowboy para entender o comportamento humano. Fiz Filosofia e Letras, mas a filosofia não me permitia voar como a literatura. Gosto, sim, de ter um pé no chão, mas a cabeça nas nuvens. A literatura faz a gente voar”, comentou.

Com a mudança para o digital, a escritora perdeu leitores, mas não desistiu, e credita isso às pessoas que serve de inspiração para seus personagens. “Quando o Christian Gray chegou, eu achei que as minhas chances de mercado tinham acabado. Ele é engravatado e todo mundo só falava nele, quem se interessaria em um jeca? Mas eu não desisti. Acredito muito na obstinação do peão de rodeio. Ele pratica o esporte mais perigoso do mundo, e quase sempre sem proteção. É um cair e subir, cair e subir, assim como um errar e acertar”, falou.

Depois de palestra, Janice Diniz participou de uma sessão de autógrafos na Praça da Alfândega.

Crédito: Pedro Heinrich

Texto – Airan Albino
Fotos – Bere Fischer e Pedro Heinrich
Mais fotos no Flickr:Clube do ComércioePraça de Autógrafos

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1 Comentário
  • Carol Nogueira
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    Matéria linda! Parabéns! Sou leitora da Janice desde 2014 e tenhos todos os seus livros publicados ❤️

    PS: MataraNa é a minha cidade favorita ❤️❤️❤️

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