Um movimento informal criado por leitoras e profissionais do livro, capaz de alavancar vendas de alguns títulos no Brasil. Esse é o Leia Mulheres, modelo de clube de leitura feminista e aberto a todos que se interessarem que se espalhou por 86 municípios do Brasil. A premissa é simples: o clube traz sempre obras de autoras de qualquer país e qualquer época e é sempre coordenado e mediado por mulheres.

Na tarde dessa segunda-feira (12), as mediadoras do Leia Mulheres Gravataí estiveram na sala Moacyr Scliar, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, apresentando o clube. Criado em São Paulo, no ano de 2015, por mulheres que resolveram resgatar a velha prática do clube de leitura, o modelo rapidamente se espalhou, primeiro para outras capitais, depois para cidades menores em todo o país. Hoje, 328 mediadoras atuam nos grupos, que se encontram mensalmente.

“O grupo não tem caráter acadêmico, é uma conversa sobre as obras”, explicou Adriana Merim, uma das mediadoras do clube de Gravataí. No Rio Grande do Sul, já são 6 grupos e todos se mobilizam a partir de grupos no Facebook. Para participar, é só procurar o grupo da sua cidade ou da cidade mais próxima e ficar d e olho na data e local do próximo encontro.

“Eu nunca tinha visto isso, é um projeto que está chegando na ponta, alcançando pessoas e muitos dos títulos mais vendidos em livrarias no país foram impulsionados pelo Leia mulheres”, destacou Adriana, citando como exemplo Quarto de Despejo, de Maria Carolina de Jesus.

Ela também ressaltou a importância de ter as mulheres como protagonistas do grupo. “Os homens são bem-vindos para participar e conversar sobre as obras, só não podem coordenar e mediar pela primeira vez na vida”, disse.

Texto: Thaís Seganfredo

Fotos: Bere Fischer

 

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