Crédito: Bere Fischer


Sem um tema específico, mas com uma premissa: leitura legais. O Sarau Elétrico com Kátia Suman, Diego Grando e Luís Augusto Fischer finalizou as atividades do Teatro Carlos Urbim neste domingo (18), na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. Kátia relembrou quanto tempo faz o evento: “São 19 anos de parceria com a Feira realizando o sarau, nada mais justo do que manter a tradição”.

Fischer deu início às suas leituras com obras recentemente lançadas. “Palmarinca: livros, sentimentos, capitalismo e resistência”, de Cesar Beras, fala sobre os 45 anos de resistência da livraria porto-alegrense. No texto, é dito que o livreiro é quem faz uma boa livraria, a tornando um ponto de encontro. Fidelidade emocional seria a expressão que demonstra esse “calor” do contato humano no ambiente, assim como um restaurante e diferentemente de um gélido shopping.

“O Centauro e a Pena: Barbosa Lessa e a invenção das tradições gaúchas”, de Jocelito Zalla, foi outra escolha do professor. A passagem falou sobre a invenção das tradições, conceito acadêmico para explicar criações, como as de Barbosa Lessa (1929-2002) e de Paixão Côrtes (1927-2018) na formação dos Centro de Tradições Gaúchas. O texto lido contava sobre a criação do verbo pilchar.

A jornalista, escritora e editora da Figura de Linguagem, Fernanda Bastos, também foi lembrada. Com o livro Dessa Cor, e poema de mesmo nome, ela questiona e reflete sobre as definições, pré-conceitos, estereótipos e significações da palavra cor.

Diego leu “Roland Barthes por Roland Barthes”, com um poema sobre tempo, corpo e lugar de memória do escritor francês. Ele também selecionou a poeta portuguesa Adília Lopes, declamando reflexões sobre o que é escrever uma poesia e uma comparação amorosa entre estrelas e um rapaz.

Katia fez a leitura do poema “Alegria”, do português Gonçalo Ferraz, que participou das atividades desta edição da Feira do Livro. Gonçalo saiu inspirado do Slam das Minas e escreveu sobre essa experiência de trocar e ouvir poesias de diferentes vozes, com diferentes perspectivas, reaprendendo a fazer poesia e retomando a sua alegria em criar.

Alegria também esteve presente em outra leitura da comunicadora e escritora, uma crônica de Antonio Prata, “Carta pro Daniel”. “Hoje você me fez aproveitar a vida, Daniel, por isso vim te agradecer” leu Kátia sobre a comoção de um pai que esqueceu os problemas da vida por uma tarde, pois resolveu brincar com seu filho na praça perto de casa.

Texto – Airan Albino
Fotos – Bere Fischer

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