No final da tarde desta terça-feira, 6 de novembro, aconteceu a mesa “O Fantástico na Literatura”, com participação dos escritores Andriolli Costa, Athos Beuren, Christopher Kastensmidt, Simone Saueressig e mediado por Christian David, da Associação Gaúcha  de Escritores (AGES), entidade que promoveu o debate.

Christian começou a mesa apresentando todos os escritores e fazendo a seguinte pergunta: “Como a literatura fantástica entrou na sua vida e de que forma ela fez você escrever do modo como escreve hoje?”

Quem começou respondendo foi Athos Beuren que começou a escrever cedo, com apenas dez anos. Ele lembra que o pai inventava histórias para ele dormir e o que o fascinava era a figura do herói. “Eles me davam coragem, força para superar meus medos. Então, resolvi criar heróis que pudessem me ajudar com outros medos”, conta.

Andriolli veio em seguida, lembrando também da relação com a família. “O mito do Saci acompanha a minha vida desde sempre, a vida da minha família. Minha vó imitava o som do assobio do Saci para assustar a criançada, pregar peça na família”. Essa relação quase natural da sua família com o folclore e, particularmente com a figura do Saci, o incentivou a escrever. “Escrevo contos inspirados em folclore não só por mim, mas para mostrar que é possível. É possível pensar qualquer tipo de gênero a partir das culturas populares”, acredita.

Simone lembrou que sempre gostou muito de ficção científica e que o que a levou para a literatura fantástica foi o Senhor dos Anéis. “Terminei e queria ler mais coisas desse tipo e na época, anos 80, isso não existia ou pelo menos não era fácil de encontrar, então comecei a escrever minhas próprias histórias”, diz. Ela fez uma pesquisa e descobriu que mal tinha conhecimento dos mitos brasileiros e a partir disso começou a usá-los em seu trabalho.

Para Christopher, a porta de entrada para o fantástico foram os livros de mitologia grega e depois nórdica. “Eu achava muito mais legal do que qualquer outra coisa que estava lendo no colégio”. O autor que é estadunidense, mas que vive no Brasil há mais de dez anos, conta que o seu pai o levava na biblioteca e ele voltava com um punhado de livros, e que outro clássico que o marcou foi o RPG Dungeons & Dragons. Ele lembra também que alguns desses livros possuíam referências bibliográficas, o que o levou a conhecer e se aprofundar em outros autores. É algo que ele tenta fazer em seus livros também.

Confira os próximos eventos da AGES na Feira do livro

Painel: “Novos escritores gaúchos e suas estreias”
Data: 8 de novembro (quinta-feira)
Horário: das 18h30min às 20h30min
Participantes: Janaína Michalski, Tiago Maria, Uca Marcon, Stéfano Mariotto de Moura e Adriana Stein.
Mediação: Milene Barazzetti

Painel: “Vamos falar de poesia?”
Data: 13 de novembro (terça-feira)
Horário: das 18h30min às 20h30min
Participantes: Gláucia de Souza, Carlos Fernando Leser, Alexandre Brito e Ana de Souza.
Mediação: Marô Barbieri

Seminário “Bomboletrando Dilan Camargo – Vida e Obra do Escritor”


Data: 10 de novembro (sábado)

9h – Abertura do seminário – Milene Barazzetti
9h30min – Mesa 1 – Dilan Camargo por ele mesmo
Mediação: Antônio Schimeneck
10h30min – Mesa 2 – Dilan contista e letrista
Debatedores: Alexandre Brito, Henrique Schneider e Doralino Souza da Rosa
Mediação: Sidnei Schneider
13h30min – Mesa 3 – Dilan para crianças
Debatedores – Leonora Medeiros, Patrioa Langlois e Marô Barbieri.
Mediação: Marion Cruz
14h30min – Mesa 4 – Escritores leem Dilan Camargo
Debatedoras – Vera Verissimo, Maria Carpi, Cacá Melo, Lilian Rose M. da Rocha, Cristina Macedo e Helô Bacichette.
Mediação: Milene Barazzetti

 

Álbum do evento ->  https://www.flickr.com/photos/feiradolivropoa/albums/72157701767478181/with/44841573685/

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Bere Fischer

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