Para que um milhão de pessoas possam aproveitar o passeio durante o período da Feira do Livro de Porto Alegre, é preciso que os cerca de 140 associados da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) trabalhem todo ano se organizando para o maior evento de literatura do Estado. Entre os livreiros, há uma diversidade de especializações, desde a literatura infanto-juvenil, passando pela área internacional e a geral, repleta de livros de ficção, não-ficção e espiritualidade, por exemplo. Livrarias, creditistas, editoras e distribuidoras formam o conjunto de associados da CRL, em sua maioria pequenas empresas de famílias que dedicam suas vidas ao livro. Todos se espalham na área da Praça Alfândega, com 105 bancas de livro, sendo 85 na Área Geral, 13 na Área Infantil e sete na Área Internacional.

Crédito: Bere Fischer

A história de 64 anos de Feira do Livro se confunde com a vida de muitos livreiros. Rosa Luizelli e o marido, Eduardo, ajudam a construir o evento há mais de 50 anos. Por muito tempo, eles foram os responsáveis pela Livraria Aurora, que integra a feira desde a primeira edição, em 1955, quando a empresa era dos pais de Eduardo, Sétimo e Ondina. Hoje, quem toca o negócio é a filha do casal, Gabriela, mas Rosa continua ajudando na banca. “É um amor que passou de geração para geração. Trabalhar com livro contagia a gente, não se consegue parar. Gosto de ver os pais comprando, formando novos leitores. Cultura ninguém tira da gente”, opina Rosa.  

Crédito: Diego Lopes

Já a Editora Metamorfose participa pela primeira vez na Feira. Ano passado, eles dividiram o espaço com a Libretos. “Achei uma iniciativa muito bacana da Câmara, e que nos permitiu conhecer melhor a Feira antes. E agora arriscamos na banca própria e deu muito certo”, conta Marcelo Spalding, fundador da Metamorfose. Só nos três primeiros dias de Feira e eles conseguiram um faturamento maior do que os dezenove dias do ano passado.  Spalding é escritor, livreiro, professor, editor e conta que participa da Feira há muito tempo, desde criança. “Comecei a escrever com a idade de dezesseis anos, e em seguida lancei meu primeiro livro. Mas eu já participava como público. Eu entrei na Associação Gaúcha de Escritores há uns quinze anos. Então, era muito convidado para participar de oficinas, dar palestras”, diz.

Texto – Rafael Gloria e Thaís Seganfredo

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