Fake News em debate, painel relaciona comportamento digital com má informação

Crédito: Bere Fischer


Em novembro de 2016, o empresário e republicano Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, ao vencer a candidata democrata Hillary Clinton. O resultado considerado uma surpresa, para muitos evidenciou um fenômeno que estava crescendo até então: as fake news.

Na tarde desta sexta-feira (16) aconteceu o painel “Fake News e o comportamento digital: reflexão sobre consequências”, promovido pelo Memorial Judiciário do Rio Grande Sul em parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL). O evento, ocorrido no Auditório Barbosa Lessa, do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, contou com a participação da Juíza Márcia Kern e do advogado Leonardo Zanatta, sob mediação do Desembargador Umberto Sudbrack.

Segundo Zanatta, professor em Direito Eletrônico, as fake news atingem a população que se informa por meio de redes sociais. Sua apresentação mostrou que 7 em 10 notícias veiculadas nas redes – por dia, são falsas. “Nesse instante, 38 milhões de mensagens estão circulando no WhatsApp, 900 mil pessoas estão fazendo login no Facebook, e mais de 164 mil ‘roladas’ no Instagram. É muita coisa, né? Isso porque, hoje, a primeira coisa que a gente faz ao acordar é ver o que aconteceu enquanto nós dormíamos”, explicou.

Esse é o comportamento de quem faz parte da geração atual. Kern disse que a internet estabeleceu duas novas classificações de pessoas: os Nativos – pessoas que nasceram a partir do ano de 1994 que, portanto, já crescem sabendo lidar com as redes; e os Imigrantes – pessoas que nasceram antes dos nativos, então precisam se adaptar à forma como circula a informação nos dias de hoje.

Crédito: Bere Fischer


Atuante no juizado fazendário, a magistrada trabalha com casos de pessoas que podem cometer crimes, não criminosos. Recentemente, ela notou que as redes sociais influenciam novos crimes contra a honra, como ofensas e ameaças. Conforme a juíza, o Facebook, o Whatsapp​ e o Instagram são as plataformas onde a questão comportamental demanda ações indenizatórias.

“Quem são as pessoas que podem vir a cometer crimes? Teoricamente todos. Postar um: ‘Olha o que eu vou fazer contigo, eu vou te matar!’ é crime. De 30 a 40% dos processos que estão tramitando no juizado tem provas colhidas na rede, print de conversas do whats, print de posts, print de conversas no Messenger. Tudo que você escrever vai ser usado contra você. Então, tome cuidado”, afirmou a Dra. Márcia.

Palestrante ativo do tema, o advogado deu dicas ao público quanto aos cuidados para com as redes sociais. “Tudo que é publicado reverbera. É preciso ter cuidados nas relações de contrato, aquele ‘Li e aceito os termos’. É preciso estar atento às responsabilidades e aos riscos das redes”, comentou. Segurança, clareza, blindagem e promiscuidade dos dados foram tópicos apresentados para a platéia.

Comparando os escritos egípcios hieróglifos com os atuais emojis, ele deu algumas dicas: Trate suas senhas como suas roupas íntimas: Não compartilhe com ninguém; Troque regularmente; e Mantenha fora da mesa. Zanatta disse que, regularmente, mais de 15 milhões de notícias falsas são de compartilhadas.

O professor especializado no assunto falou de uma classificação feita pelo First Draft News, um projeto que analisa mídia, política e políticas públicas, da Universidade de Harvard. Consoante a Escola, as fake news podem se tratar de: sátiro-paródia, conexão falsa, contexto falso, conteúdo enganoso, conteúdo impostor, conteúdo manipulado e, principalmente, conteúdo fabricado.

Texto – Airan Albino
Fotos – Bere Fischer

Mais fotosno Flickr

Aldyr Garcia Schlee ganha homenagem hoje na Feira

Foto: Gilberto Perin / Divulgação

A Feira do Livro de Porto Alegre convida para homenagem ao escrito Aldyr Garcia Schlee às 17h de hoje, na Praça dos Autógrafos.

Nascido em Jaguarão, Aldyr Garcia Schlee era escritor, jornalista, desenhista e professor. Escritor premiado nacionalmente, tinha larga experiência de pesquisa e produção literárias na área de Letras, com ênfase em literatura gaúcha. Foi vencedor duas vezes do prêmio da Bienal de Literatura Brasileira, cinco vezes do Prêmio Açorianos de Literatura e também do prêmio Esso de Jornalismo.

O escritor faleceu ontem à noite e será enterrado hoje, às 17h, na cidade de Pelotas, no Memorial Pelotas Cemitério Parque.

Dos clássicos à gramática, saiba mais sobre a Área Internacional

SBS Livraria Internacional. Crédito: Bere Fischer


A Área Internacional é um dos destaques da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. De volta à Praça da Alfândega, ela está localizada em frente ao Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). Seus oito estandes têm livros de gramática, dicionários, literatura infantil e adulta, gastronomia, arte, dança, fotografia, livros para coleção, de autoajuda, de religião e saldos.

Segundo balanço divulgado pela Câmara Rio-Grandense do Livro, o setor internacional teve aumento de 35% nas vendas comparado ao mesmo período em relação a 2017, de 1º a 11 de novembro. Os expositores fizeram a seleção das obras prestando atenção em autores e assuntos que são tendência atualmente.

No espaço, estão expositores de longa data da Feira, como a Livraria Francesa e a Calle Corrientes, mas, também, novos como a República Tcheca, país convidado de honra desta edição da Feira do Livro. Mesmo com uma relação baseada no mercado, os clássicos são bastantes procurados, como Gabriel García Márquez, Cervantes, Franz Kafka, Isabel Allende e José Hernández.

Veja um pouco sobre cada banca:

  • 1 – SBS Livraria internacional
    Expositor: Denilson Araújo
    Livros de ensino de idiomas: inglês, espanhol, francês, italiano, russo, coreano, chinês, árabe. É voltada, principalmente, para quem faz cursos de idiomas, mas também conta com literatura infantil e adulta. Tem saldos de livros de idiomas e literatura.
  • 2 – Livraria Francesa
    Expositor: Daniel Moretto
    Livros de didática, gastronomia, romance, dicionário, gramática e promoções.
  • 3 – Instituto Cervantes / Sur Livros
    Expositora: Sônia Lopes
    A Sur é uma editora de Florianópolis (Santa Catarina) que é parceira do Instituto. Livros de contos, coleção das anti-princesas, de romance e de política. Conta com obras de Gabriel García Márquez, Isabel Allende e sobre Frida Kahlo. Saldos de R$ 10, R$ 15 e R$ 20

Livraria Francesa. Crédito: Bere Fischer

 

  • 4 – Paisagem/ Taschen – Alemanha
    Expositor: Luis Valmar
    Trabalha com as editoras Taschen, Konnemann, H.F. Ullmann, Stampa e Caracter. Livros sobre arte, arquitetura, moda, fotografia e culinária. Com promoções de 30% a 50%.
  • 5 – Kodex Express
    Expositor: Sandra Savi
    Empresa apoiadora da Feira do Livro. Trabalha com soluções de logísticas modal em âmbito nacional. Conta com espaço para recreação de crianças.
  • 6 – República Tcheca
    Expositor: Roberto Schmitt Prym
    Livros sobre o turismo do país homenageado da 64ª da Feira. Também conta com traduções de contos, livros da poeta Markéta Pilátová, de Franz Kafka e de Milan Kundera.
  • 7 – Os Menores Livros do Mundo – Perú
    Expositor: Elias Avilio
    Livros para quem deseja presentear alguém ou está a fim de ampliar sua coleção. Grande procura por religião; histórias infantis, como “O Pequeno Príncipe”, e Martín Fierro. Seis tamanhos de livros diferentes: 5 cm x 6 cm a 1 cm x 1,5 cm.
  • 8 – Calle Corrientes – Livros em Espanhol
    Expositor: Miguel Ángel Gómez
    Livros que trabalham a temática do gaúcho e do castelhano. Especializada em sebos, também conta com a coleção infantil das anti-princesas, Mafalda, livros sobre futebol, sobre dança (tango e chamamé), dicionários, gramática, e clássicos como Dom Quixote e Martín Fierro.

Texto – Airan Albino
Fotos – Bere Fischer e Diego Lopes
Mais fotosno Flickr

Damián Tabarovsky e a subversão da linguagem

Nesta quinta-feira, 18 de novembro, aconteceu a mesa Presença Argentina com o escritor Damián Tabarovsky no Auditório Barbosa Lessa, do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. Quem mediu a mesa foi o músico e escritor Sergio Karam. O evento foi uma parceria da Feira do Livro com o Instituto Cervantes.

 Tabarovsky é autor do livro “Literatura de esquerda”, de 2004, e recém publicado no Brasil. Ao contrário do que o título poderia sugerir,  não é um ensaio que se debruça sobre obras e autores que se colocam sob uma perspectiva política de esquerda, mas um ensaio que põe em xeque o lugar da literatura hoje, o que realmente a anima e quais são as suas estratégias diante da criação. Perguntado sobre escritores que subvertem uma posição literária, ele se revela um  admirador de Borges e também acredita que a literatura sempre foi uma arte mais conservadora se comparada às outras artes.

A questão para ele passa por questionar algumas sínteses hegemônicas e que seria preciso pensar na micropolítica das frases. Uma questão também inerente ao discurso dos autores. Como exemplos de autores que fariam essa espécie de subversão ele cita Kafka, James Joyce, e também lembra do escritor gaúcho João Gilberto Noll. 

Confira a entrevista que realizamos com o autor clicando aqui.

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Pedro Heinrich

Jô Bilac: “Eu reflito sobre as coisas que nos aproximam”

Crédito: Diego Lopes


Dentro da programação da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre acontece o Seminário de Dramaturgia, que teve início nesta quinta-feira (15) e vai até domingo, dia 18 de novembro. Na tarde de hoje, o dramaturgo carioca Jô Bilac conversou com o público da Sala de Música do Multipalco do Theatro São Pedro sobre suas obras “Conselho de Classe” e “Insetos”.

Mesmo com pouco mais de 30 anos, Bilac é um dos nomes sólidos do teatro no Brasil. Aos 20 anos já tinha menções honrosas em suas criações. Atualmente, seus textos são referência na dramaturgia brasileira. Junto de Carolina Pismel, Júlia Marini, Paulo Verlings e Vinicius Arneiro fundou a Companhia Teatro Independente, responsáveis por peças premiadas como “CACHORRO!”, “REBÚ” e “CUCARACHA”.

“Acredito que as nossas fronteiras estão bem claras, o que nos separa já está bem claro. Então, eu reflito sobre as coisas que nos aproximam. Penso no atrito entre o indivíduo e coletivo. Todos nós envelhecemos, sentimos dor, fome. Essas expressões biológicas permitem que nos conectemos. Dessa angústia, dessa transcendência, a dramaturgia surge como forma de elaboração, de tribo, de existência”, explicou o carioca.

Segundo o dramaturgo, escrever para teatro é diferente do que escrever um romance, por isso ele mergulhou na metodologia das pessoas que fazem parte do meio. “A melhor maneira de eu entender a dramaturgia era me aproximando dos atores, ver como eles decoravam o texto, como criavam os personagens. Assim eu pude compreender e desenvolver essa escrita. A plenitude do texto de teatro, assim como de um roteiro de cinema ou de TV se dá quando ele vai para o público. Não é a obra em si, como um romance”, disse.

Crédito: Diego Lopes


Um exemplo dessa imersão está em “Conselho de Classe”, uma parceria realizada com a Cia dos Atores. No ano de 2013, o Bilac fez parte de grupos que ajudaram os estudantes na ocupação das escolas. “Assim como no movimento das passeatas. os alunos começaram a ocupar as escolas pela falta de estrutura e verba para as instituições e para quem trabalhava lá”, comentou.

A atriz Valquíria Cardoso e o ator Alex Limberger fizeram leituras de passagens da obra. “Escrevi ‘Conselho de Classe’ no meio do processo, para refletir a realidade da escola pública e do ensino como uma identidade cultural que se arrasta”, desabafou. O texto virou peça e circulou pelo país. Na fala, Jô Bilac revelou ter escrito uma série inspirada no livro, que vai ao ar em 2019.

Texto – Airan Albino
Fotos – Diego Lopes

Mais fotosno Flickr

Os Senhores do Tempo não escutam direito

A sala O Retrato no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo  recebeu nesta quinta-feira, 15 de novembro, o escritor e psiquiatra português Joaquim Manuel Pinto Serra, que nos altos dos seus oitenta anos atravessou o oceano Atlântico para chegar à Feira do Livro de Porto Alegre e proferir uma palestra intitulada A Arte do Envelhecimento, uma contribuição do escritor para a desmistificação da ideia de envelhecimento.

A audiência foi chegando aos poucos, composta por uma grande maioria de senhoras e senhores que se aglutinaram nas cadeiras de plástico brancas improvisadas. Um pouco depois das 16h, quando foi marcada o início da fala na Feira, o português se levantou e finalmente começou a discorrer sobre envelhecer, sobre como a sociedade vê os mais velhos.  “Envelhecer não é uma doença. Também ganhamos alguma coisa com o envelhecimento e tento trazer isso nas minhas obras”, diz. Tudo em um sotaque calejado português e em um tom baixo.

Falou, falou, mas um murmurinho começou a se voltar por parte da plateia. O problema se tornara evidente: não estavam conseguindo escutar direito.

Alguns reagiram com reclamações breves, outros inclinavam o corpo um pouco para frente a fim de tentar escutar tais palavras. “Estava dizendo que é diferente falar de envelhecimento de dentro para fora, uma coisa é um idoso falando sobre o envelhecer, suas experiências são valiosas”, disse em um momento.

Quando um senhor na plateia vestindo uma roupa azul e um chapéu  irrompeu a tentativa de silêncio para pedir que se era possível que viesse mais à frente, e que falasse mais alto, que não estavam conseguindo escutar direito. Ele se aproximou das cadeiras, e disse: “É culpa do tempo, né?”. E todo mundo riu. E ele se aproximou, e começou uma espécie de conversa mais próxima com alguns dos presentes que tentavam, se esforçavam para se entender. 

Sobre o autor

Motivado pelos estudos nos domínios da Gerontologia e da Gerontopsiquiatria, Joaquim Manuel leciona a disciplina “A Arte de Envelhecer” em várias Academias de Seniores, na cidade de Lisboa. Essas experiências sensibilizaram-no para escrever publicações dedicadas aos mais idosos e à sua difícil integração numa sociedade incomodada com as longevidades concedidas, nos tempos atuais, pela Ciência.

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Pedro Heinrich

 

Os 20 projetos destaques do 6ª Prêmio RBS de Educação

Crédito: Pedro Heinrich


Na tarde desta quinta-feira (15), aconteceu o encerramento do 6º Prêmio RBS de Educação, no Auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. Após o anúncio dos projetos vencedores, ocorrida na noite anterior, hoje foi realizada uma conferência no formato TED (apresentações de 18 minutos, no máximo).

Intitulado de “Quem ensina a entender as palavras ensina a entender o mundo”, o encontro contou com os 20 projetos destaques do Prêmio. As escolas das redes pública (município e estado) e privada foram representadas pelos professores responsáveis de cada iniciativa.

Veja como foi a ordem de apresentação do TED:

Ensino Infantil e Fundamental 1
Escola de Educação Infantil São Judas Tadeu – Porto Alegre, professora Fernanda Assis. Projeto: Árvores da minha escola
EMEI Bem Me Quer – São Leopoldo, professora Lubna Lemes. Projeto: Vamos Viajar?
EMEI Pingo de Gente- Garibaldi, professora Luciane da Silva Pinto. Projeto: Bonecas Abayomis
Escola de Ensino Fundamental Mosaico – Porto Alegre, professora Patrícia Nystrom. Projeto: Fundamental é mesmo o amor!

Ensino Fundamental 1 e 2
Colégio Marista Pio XII – Novo Hamburgo, professora Ana Mattes. Projeto: Literatura, novelas e tecnologia
Colégio Marista Pio XII – Novo Hamburgo, professora Giséli Buerger. Projeto: Curto-circuito Literário
Colégio Marista Pio XII – Novo Hamburgo, professora Caroline Soares. Projeto: O museu na sala de aula
EMEF Martha Wartenberg – Novo Hamburgo, professor Luiz Lamb. Projeto: Lugar de mulher é…
Escola de Ensino Fundamental Nossa Senhora – Porto Alegre, professora Silvana Corrêa. Projeto: Voluntários da Literatura

Ensino Fundamental 2
EMEF José Mariano Beck – Porto Alegre, professora Luciana Soares. Projeto: Livros nas mãos
Escola Santa Mônica – Pelotas, professora Fabiola Godoy. Projeto: No Universo da Sabedoria
Colégio Marista de Santa Maria – Santa Maria, professora Maria Mendonça. Projeto: Leitores e Escritores
EEEF Centenário – Ijuí, professora Danieli Biolchi. Projeto: Literatura de Cordel e a Segunda Guerra Mundial
AVAEC Unidades Educacionais – Veranópolis, professora Maura Pandolfo. Projeto: Bem-vindo ao Mundo do Pequeno Príncipe

Ensino Fundamental 2 e Médio
Escola Municipal de Ensino Médio Alfredo Aveline – Bento Gonçalves, professora Eliana Passarin. Projeto: Vozes que encantam e empoderam
Colégio Estadual Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha – Liberato Salzano, professora Belamar Anziliero. Projeto: Romeu e Julieta dos pampas
Escola Sesi Ensino Médio Eraldo Giacobbe – Pelotas, professor Ricardo dos Santos. Projeto: Julgamento da Leitura
EEEB Prudente de Morais – Osório, professor Carlos Diego. Projeto: Álbum Literário
EMEF Presidente Vargas – Campo Bom, professora Ana Aline. Projeto Fake News x True News

Texto – Airan Albino
Fotos – Pedro Heinrich
Mais fotosno Flickr

Práticas de mediação de leitura são compartilhadas em encontro

Eles são responsáveis pelo primeiro contato de muitas crianças com o universo infinito dos livros. Os mediadores de leitura atuam em escolas e bibliotecas criando pontes, formando leitores e contando histórias.

Pelo segundo ano consecutivo, a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre sediou o Encontro de Práticas em Mediação de Leitura, na Livraria Paulinas, onde foram compartilhadas diversas iniciativas na área. O evento é uma realização do Núcleo de Mediadores de Leitura da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) em conjunto com o Instituto Federal Sul Campus Camaquã.

Entre as experiências compartilhadas, houve o relato de uma contação de história por uma personagem drag queen, além de curtas-metragens produzidos em bibliotecas públicas. Para Ana Cecato, coordenadora do Núcleo na CRL, “a ideia é ampliar esse universo da mediação da leitura não só para o espaço escolar mas para outros, como as bibliotecas comunitárias, e para que esses mediadores possam estabelecer pontes entre esses projetos”. Sandra Salenave, também coordenadora do projeto e representante do Instituto Federal, conta que o encontro é importante para unir os envolvidos. “Muitas pessoas fazem ações sozinhas nas suas bibliotecas, nas suas comunidades. Aqui é o momento de troca, de aprendizagem”, disse.

A palavra poética e o poder da imaginação

Quem abriu o encontro foi a escritora paulistana Selma Maria. Imaginativa, ela propôs uma série de brincadeiras com o público, usando muita criatividade para mostrar que a palavra é um mundo de histórias possíveis. “Em casa de educador, militar não é substantivo, militar é verbo. A gente milita sobre a palavra, sobre a liberdade e sobre a poesia”, disse, saudando Paulo Freire.

Parafraseando o autor José Paulo Paes, a escritora afirmou que a palavra é o brinquedo do mediador, e que “quanto mais se usa esse brinquedo, mais novo ele fica”. Incentivando o lúdico e a interatividade na mediação de leitura, a autora defendeu ainda que a contação de história tem o dom de trazer sorrisos para que ouve. “As histórias estão aí, não precisamos de escritório para criá-las, achamos a palavra poética no milho do dia-a-dia”.

Texto: Thaís Seganfredo
Fotos: Bere Fischer

Mais fotos no Flickr.

Prêmio RBS anuncia os vencedores da 6ª edição

Crédito: Diego Lopes


Um projeto que analisa o fenômeno das fake news nas redes sociais e outro que estimula a leitura crítica de um clássico literário foram os grandes vencedores do 6º Prêmio RBS de Educação, anunciados na última quarta-feira (14), no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), em Porto Alegre.

Os professores vencedores em cada categoria levaram o prêmio de R$ 5 mil cada. Também houve premiação para os demais projetos melhor colocados. No total, foram 10 finalistas de cada categoria. Nesta edição, 355 trabalhos inscritos de diferentes regiões do Estado foram avaliados por júri técnico e, em segunda etapa, receberam votação popular pela internet. Todos os finalistas e vencedores terão seus projetos divulgados nesta quinta-feira (15), a partir das 13h, no Centro Cultural Erico Verissimo, durante a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Realizado pelo Grupo RBS e pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, a iniciativa tem o apoio técnico do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). A premiação tem como objetivo estimular práticas de mediação e incentivo à leitura em diferentes áreas do conhecimento, como literatura, matemática, artes e ciência. A Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) foi representada pelo presidente Isatir Bottin Filho.

Crédito: Diego Lopes


Confira quem foram os premiados:

Escola Pública
1º LUGAR – Ana Aline Gomes Schmitt | Fake News x True News: Qual o seu Lado na Internet?| Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Vargas, em Campo Bom.

2º LUGAR – Carlos Diego Aliardi | Álbum Literário: a História em Fotos |Escola Estadual de Educação Básica Prudente de Morais, em Osório.

3º LUGAR – Eliana Passarin | Vozes que Encantam e Empoderam: Elza, Elis, Cecília. | Escola Municipal de Ensino Médio Alfredo Aveline, em Bento Gonçalves.

Escola Privada
1º LUGAR – Maura Coradin Pandolfo | Bem-vindo ao Mundo do Pequeno Príncipe | Avaec Unidades Educacionais, em Veranópolis.

2º LUGAR – Caroline Ferreira Soares| O Museu na Sala de Aula | Colégio Marista Pio XII, em Novo Hamburgo.

3º LUGAR – Fernanda Assis | Árvores da Minha Escola | Escola de Educação Infantil São Judas Tadeu, em Porto Alegre.

Homenagens
Menção Honrosa Raça: Franciele Vanzella da Silva | Empoderando Crianças Negras Através da Literatura | Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Nancy Ferreira Pansera, em Canoas.

Menção Honrosa Gênero: Luiz Fernando Lamb Balon | Lugar de Mulher é… |  Escola Municipal de Ensino Fundamental Martha Wartenberg, em Novo Hamburgo.

Menção Honrosa Cidadania: Caroline Ferreira Soares | O Museu na Sala de Aula | Colégio Marista Pio XII, em Novo Hamburgo.

Menção Honrosa Meio Ambiente: Fernanda Assis | Árvores da Minha Escola | Escola de Educação Infantil São Judas Tadeu, em Porto Alegre.

Menção Honrosa Inclusão: Luciana Ferreira Soares | Livros nas Mãos | Escola Municipal de Ensino Fundamental José Mariano Beck, em Porto Alegre.

Fonte:GaúchaZH
Fotos: Diego Lopes
Mais fotosno Flickr

ESPM apresenta vídeo-case da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre

Crédito: Reprodução


“Livro livre, um mundo na praça” é o slogan da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, que está propondo a retomada de espaços públicos. Conhecida por ressignificar a forma como a Praça da Alfândega é vista, a Feira deixa as pessoas que passam pelo local mais seguras.

No início da noite desta quarta-feira (14), aconteceu a apresentação do vídeo-case feito pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de Porto Alegre (ESPM-Sul) para esta edição da Feira do Livro. “Produção audiovisual como metodologia ativa de ensino” foi o título da exibição acontecida no Espaço do Conhecimento Petrobras.

Crédito: Bere Fischer

O professor dos cursos de Design e Publicidade e coordenador do Centro de Imagem e Som da escola, Douglas Barra afirmou ter uma preocupação pedagógica com seus alunos ao planejar um projeto. “Tudo começou com uma conversa da parte de jornalismo com a Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) sobre o tema da 64ª Feira do Livro, a fim de estreitar relações entre as partes. Nós temos a CoDe (Comunicação e Design Jr), uma agência de publicidade da ESPM, que tem um núcleo de áudio e vídeo, onde fazemos produções sociais, culturais, comerciais” explicou o professor Barra.

As produções desenvolvidas pela CoDe geralmente trabalham com locação e atores. Entretanto, para a Feira do Livro, o coordenador sugeriu um projeto diferente, inclusive para que os estudantes envolvidos ampliassem seus portfólios. Os conceitos utilizados na criação se voltaram para o lúdico, o feito-à-mão, o poético, o artesanal, o orgânico.

O vídeo fala sobre uma árvore que floresce apenas uma vez por ano, e os moradores desta cidade usam seu calor humano para que a árvore resista ao frio. A colheita, a cidade são feitos papel, e todos ganham vida no período em que acontece a Feira do Livro. O case da ESPM está nas redes sociais da Feira, além da programação da TV aberta de Porto Alegre.

 

 

Confira a ficha técnica do Co.De da ESPM-Sul
Diretor de Cena: Hiroshi Kuamoto
Assistente de Direção: Isabel Fleck
Diretor de Fotografia e Operador de Câmera: Cássio Machado
Diretor de Arte: Patrique Bagatini
Assistente de Arte: Pablo Lauria
Assistente de Arte: Ellen Porto
Diretora de Produção: Giovanna Baccin
Assistente de Produção: Pyetra Salles
Gerente: Bruna Sartor
Roteirista: Sergio Barsotti
Making Of: Fernanda Fávero
Monitor RTVC: Arthur Alves
Monitor RTVC: Natasha Valenzuela
Locutor: Eduardo Pitta
Desenho de som: Cassiano Pradella
Montador e finalizador: Daniel Bergmann
Ilustradora: Laís Muniz
Ilustrador: Hiroshi Kuamoto
Assistente de Ilustração: Isabella Muller
Orientador: Douglas Barra

Texto – Airan Albino
Fotos – Bere Fischer
Mais fotosno Flickr

1 2 3 4 5 22