
02.11.2009
História, arte e aventuras em Cuba pelas lentes de Izan Petterle
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Para Izan, Che está vivo na memória dos cubanos, enquanto Fidel estaria morto Foto: Rômulo Valente
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Cuba de Che – 50 anos depois da revolução foi o livro apresentado na tarde desta segunda-feira (2) na Sala Oeste do Santander Cultural pelo fotógrafo gaúcho radicado em Mato Grosso Izan Petterle. Resultado de sua viagem com o jornalista holandês Frans Glissenaar entre abril e maio de 2008, o livro mostra imagens dos lugares por onde o revolucionário Che Guevara passou durante a Revolução Cubana. Tomando como guia o próprio diário de Che, Pasajes de la Guerra Revolucionaria, os dois partiram, exatos 50 anos depois, em busca dos vestígios desse capítulo singular da história.
Em sua apresentação, Petterle exibiu um vídeo com o making of da viagem, mostrando cidades como Santa Clara, Santiago de Cuba, Playa Los Colorados, Los Manzanillos, Cinco Palmas, La Plata, Uvero, Las Mercedes, Las Vegas, Bartolomé Masó, Buencyto, La Otilia, Buey Arriba, Fomento, Sierra do Escanbry, Remedios, Rio Jabotinoco e Habana. Nesse roteiro, uma Cuba histórica, antológica e caricata é retratada a partir de depoimentos de pessoas que conviveram com o líder revolucionário e trouxeram suas impressões sobre as mudanças ocorridas nas últimas cinco décadas. A inspiração para fazer o livro vem da cultura revolucionária que Izan passou a admirar a partir da imagem mais famosa de Che Guevara, tirada pelo fotógrafo cubano Alberto Korda.
Ao falar do que mudou em Cuba nos últimos 50 anos, o autor mostrou-se admirado com a educação política dos cidadãos moradores na ilha. “O povo lá está esperando passar por uma grande mudança. As fotos registradas no ano passado possivelmente servirão de registro de uma Cuba que, em pouco tempo, pode estar muito diferente”. Na opinião dele, de alguma forma Che permanece vivo na cabeça das pessoas, enquanto Fidel já está morto. “Conseguimos conquistar a confiança de muita gente que nos abriu as suas casas, e nelas pudemos ver muitas fotos em retratos e quadros do revolucionário”, afirmou. Questionado pela mediadora Deborah Goldemberg sobre a preservação do meio ambiente no local, Petterle afirmou que ficou surpreso com a sujeira e a falta de cuidado com os esgotos na ilha. “Mesmo sem sofrer os grandes impactos geralmente trazidos pelo desenvolvimento econômico, Cuba está longe de tratar bem sua natureza. Na ilha, há pouca consciência ecológica. Isso só acontece nos lugares mais turísticos”, afirmou Izan Petterle, cuja sessão de autógrafos, às 18h30min, atraiu grande público.
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ATUALIZAÇÃO
As notícias são elaboradas pela assessoria de imprensa que, além de anunciar os destaques da programação, faz a cobertura dos eventos, possibilitando um panorama geral da Feira do Livro.
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