
15.11.2009
Ela aproxima franceses e brasileiros
Em meio a tantas pessoas envolvidas com as atividades do Ano da França no Brasil, incluídas na programação da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, uma pessoa teve presença marcante de forma a que franceses e brasileiros estivessem sempre em perfeita harmonia: a intérprete Vanise Dresch.
Tradutora de eventos há mais de dez anos, ela já acompanhou diversos seminários e congressos promovidos por franceses, principalmente na área de ciências humanas. Esse ano, esteve junto aos franceses na Praça da Alfândega, traduzindo palestras e mesas redondas sobre literatura, filosofia, ciência, arquitetura, símbolos, entre outros assuntos.
– Estou mais familiarizada com eventos destas áreas, mas não posso me dar ao luxo de negar trabalho – afirmou, complementando que também atua em traduções de congressos de medicina ou áreas diversas.
Neste ano em que a França foi homenageada pela Feira e em diversos eventos da Embaixada Francesa junto ao Ministério da Cultura do Brasil, Vanise trabalhou de forma intensa. Desde maio, ela está envolvida com as atividades intelectuais em Porto Alegre. Além da Feira, fez traduções em eventos na área do direito, seminário de comunicação e ciclo de palestras sobre artes.
– Eles me veem como uma ponte entre o Brasil e a França. Represento um canal, um elo entre ambas as culturas – afirmou.
Formada em Letras pela PUCRS e especialista em tradução pela UFRGS, Vanise formou-se também como Intérprete de Conferências em 1993. Desde lá, vem trabalhando com eventos de grande porte. Um grande incentivador de seu trabalho foi o jornalista, professor e escritor Juremir Machado da Silva.
Parafraseando um amigo, ela diz que os tradutores atuam como “fantasmas”, pois são ouvidos e não são vistos. Ainda assim, é fácil perceber o quanto Vanise gosta – e muito – do que faz:
– Adoro as oportunidades que tenho como tradutora. E quando o assunto me agrada, atuo com toda a emoção – conclui.
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