
15.11.2009
Até breve, 2009 - e que venha 2010
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O exército do bem se despede dos livros na certeza de que o cortejo das letras retorna em 2010 Foto: Luis Ventura
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O slogan da 55ª edição da Feira do Livro já avisava: tem sempre uma emoção esperando por você. No início da noite deste domingo, mais exatamente às 20h40min, iniciou-se aquela que seria a derradeira emoção de 2009: o tradicional cortejo de despedida, que passou de banca em banca, encerrando oficialmente as atividades que só serão retomadas em 2010. No caminho, ficaram dezenas de rosas, entregues aos expositores e público em geral por boa parte daqueles que trabalharam incansavelmente pelo sucesso da Feira. Para além das rosas, ficou também, em cada centímetro do calçamento, a marca da dedicação e do esforço de toda a equipe de produção desta edição.
À frente deste cordão informal e animadamente caótico; deste exército do bem no qual estiveram alistados homes e mulheres de diferentes faixas etárias, todos tendo em comum a paixão por trabalhar em nome dos livros e das letras, seguia o mais fagueiro e pimpão de todos os Patronos em 55 anos de Feira do Livro. Carlos Urbim parecia querer sair voando, como se fosse a qualquer momento transformar-se em uma de suas encantadas pandorgas do saudoso e querido céu de Sant’Ana do Livramento. Entre lágrimas mal disfarçadas e sorrisos escancaradamente emocionados, Urbim distribuiu flores, beijos, abraços. Banhou a todos e a cada um com a mesma energia e contagiante alegria com que percorreu as alamedas da Praça da Alfândega e do Cais do Porto durante 17 dias intensos, imensos, inesquecíveis, que só tiveram, para ele, um singelo, porém definitivo defeito: passaram muito rapidamente, para nunca mais voltar.
Ao lado de Urbim, liderando o cortejo festivo que repetia incontáveis vezes o “Tá chegando a hora”, ao som lânguido de uma gaita, seguia o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, João Carneiro. Colado a ele, quase sempre de braços dados, estava o também incansável Xerife Julio La Porta, que pela 33ª vez exerceu o nobre e sagrado ritual de tocar a sineta autorizando (de forma contrariada, é bem verdade) o fechamento das bancas. Sua sineta, neste derradeiro badalar, emitia o som de um lamento, o tom melancólico que marca toda e qualquer despedida.
Mas um Xerife que tem ao seu lado um vulcão de alegria e de pura inocência infantil, como a do eterno menino Carlos Urbim, não pode se dar ao direito de fazer outra coisa que não seja sorrir. É por tudo isso que o cortejo que marcou o encerramento da Feira do Livro de 2009 não foi um adeus – foi um simples, meigo e sorridente “até breve”. A literatura e os livros não veem a hora do reencontro. Outubro e novembro de 2010 não perdem por esperar.
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ATUALIZAÇÃO
As notícias são elaboradas pela assessoria de imprensa que, além de anunciar os destaques da programação, faz a cobertura dos eventos, possibilitando um panorama geral da Feira do Livro.
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