A mesa sobre o escritor Barbosa Lessa aconteceu no Salão de Bridge, do Clube do Comércio, nesta quarta-feira, 14 de novembro, e reuniu o patrono da Feira do Livro de 2013, Luís Augusto Fischer e o autor do livro “O Centauro e a pena: Barbosa Lessa e a invenção das tradições gaúchas”, do doutor em História Jocelito Zall, oriundo de sua dissertação de mestrado defendida no departamento de História Social, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O livro é um passeio pelas circunstâncias que mediaram a criação do movimento tradicionalista, por Barbosa Lessa e Paixão Cortes, em pleno cenário urbano dos anos 1950. Para os acadêmicos de História e afins, é uma aula de escrita meticulosa no manejo das fontes e das teorias sobre biografismo e representação, que permitem enxergar a complexidade da construção de um movimento cultural e de uma figura intelectual como Barbosa Lessa.


Fischer inicia a mesa comentando sobre o livro de Jocelito, caracterizando-o como um trabalho científico rigoroso, mas com uma grande fluência no texto e na leitura, passando por campos da história, sociologia da cultura e estudos literários. “Barbosa Lessa tem uma trajetória impressionante, um dos nomes importantes do movimento tradicionalista, compositor do Negrinho do Pastoreio, o primeiro intelectual que o tradicionalismo gaúcho conheceu”, diz. Jocelito diz que não procurou dar um olhar de denúncia, nem de elogio. “Tentei olhar o objeto com distanciamento, um olhar científico, com a objetividade possível que é dada pela metodologia, pelo conceito utilizado,” explica.

Texto – Rafael Gloria

Fotos – Bere Fischer

Posts Relacionados

Deixe uma resposta