A tarde de sábado foi rara nos arredores da Praça da Alfândega. Seis patronos, além de patronáveis e leitores, se reuniram para receber Maria Carpi ao patronato, no evento oficial de apresentação da patrona da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, que aconteceu no Salão de Bridge do Clube do Comércio. O presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Isatir Bottin Filho, iniciou o encontro agradecendo a presença de todos. Em seguida, a nova patrona recebeu palavras afetuosas dos patronos presentes e do patronável Caio Riter, convidado a participar da mesa por Alcy Cheuiche.  

Maria Carpi também ouviu cumprimentos de pessoas da plateia e falou ao público. “Agradeço a todos vocês e a meus leitores. Acho que foi na hora certa, eu tinha que amadurecer meu coração coração e minhas ideias. Eu sou apaixonada pela velhice, pela maturidade. Temos que preservar o direito de dar para os vindouros um mundo melhor e com poesia”, declarou. Após o encontro, também foi exibido o filme “Poesia Compartilhada” documentário sobre a vida da patrona, com direção de Luzimar Stricher.

Confira as falas de cada patrono e do patronável a Maria Carpi:

Alcy Cheuiche, patrono em 2006:  “Todos que amam a feira estão felizes com tua escolha. Maria, tua poesia é despida de vaidade, mas com amor, com convicção. Tu és a própria poesia”.

Cíntia Moscovich, patrona em 2016: “A tua poesia foi uma feliz descoberta e até hoje me deixa inquieta”. A escritora também mostrou a pilha de livros da patrona que têm em casa e a chamou afetuosamente de “nona”, pelo acolhimento que a patrona fornece a quem está em sua vida.

Airton Ortiz, patrono em 2014:  “Tenho certeza de que estamos maiores com a tua presença”, afirmou, lembrando a existência do Conselho dos Patronos.

Valesca de Assis, patrona em 2017: antecessora de Maria Carpi, a autora revelou que a conhece da época em que os filhos de Maria estudavam em escola pública. “Me lembro que todos já tinham lido muito e isso fazia diferença na sala de aula”.

Luís Augusto Fischer, patrono em 2013: “Maria é como uma padroeira, só falta levantar a mão e abençoar todo mundo”.

Dilan Camargo, patrono em 2015: “Maria tem uma universalidade e uma singeleza no seu nome. Uma mulher já no seu tempo muito adiante de seu tempo”.

Caio Riter, patronável: “É uma alegria estar aqui  e sobretudo para homenagear Maria. Conheço ela há 20 anos. A poesia e a arte podem ser a luz para iluminar nossos horizontes nesses tempos difíceis.”

Texto – Thaís Seganfredo

Fotos – Pedro Heinrich

 

 

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