Intelectuais e juristas se uniram para assinar uma conjunto de artigos que pensam o futuro do país. O resultado está no livro “Em Defesa do Bem Comum”, publicado pela Tomo Editorial e organizado pela Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do  Rio Grande do Sul (Apcef/RS). A obra foi lançada na tarde de terça-feira (13), no Salão de Bridge do Clube do Comércio.

Com prefácio de Juremir Machado da Silva, os artigos refletem sobre diversos direitos cada vez mais mercantilizados, propondo caminhos possíveis ao bem de todos e tendo como horizonte a inclusão e a justiça social. O objetivo, no entanto, não é trazer uma visão ingênua e planificadora de forma a crítica, mas sim com consciência.

“Quando falamos de bem comum, são bem tangíveis e intangíveis”, explicou Marcello Carrión, um dos organizadores do livro. Na pauta, estão temas como os direitos humanos, o direito à cidade, o direito à água e o direito ao conhecimento, de modo a pensar sobre o papel do Estado como regulador social e problematizar a meritocracia e a lógica de mercado, trazendo a cidadania para o centro do debate.

A educação popular é um dos temas abordados, conforme ressaltou o professor da Universidade Federal da Fronteira Sul, Thiago Ingrassia. “Buscamos refletir sobre o papel da educação crítica e emancipatória no Estado democrático e, sobretudo, de uma educação pública”, disse. Nesse sentido, como afirma o professor, é fundamental criar mecanismos para construir canais de diálogo e participação, e os livros são grandes atores nesse processo.

“Um dos referenciais importante é a pedagogia de Paulo Freire, que tem um grande repertório reconhecido no exterior e que está no centro de um conjunto de ataques”, apontou Ingrassia. De acordo com o professor, os ataques a Freire são também ataques ao projeto de sociedade que ele representa, com cidadãos críticos e uma sociedade emancipatória.

Segundo Carrión, o direito ao conhecimento vem, desde muito tempo, sendo cerceado e não socializado como deveria. Nesse sentido, o livro “Em Defesa do Bem Comum” apresenta licença creative commons, ou seja, pode ser replicado e distribuído gratuitamente.

Texto: Thaís Seganfredo
Fotos: Diego Lopes

Posts Relacionados

Deixe uma resposta