Pós-verdade, sociedade em rede, novos poderes e novas estratégias de ação política. Alguns dos temas mais debatidos na esfera pública da atualidade serão abordados a partir da perspectiva de Nietzsche pela filósofa Viviane Mosé na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. A escritora fala ao público no dia 02 de novembro, às 18h, no Auditório Barbosa Lessa no CCCEV (R. dos Andradas, 1223, 4º andar). A atividade conta com distribuição de senhas a partir das 13h30min no Balcão de Informações da Feira, localizado na Praça da Alfândega.

No mesmo dia, às 19h30min, ela autografa as obras “Nietzsche hoje” e “Nietzsche e a grande política da linguagem”, ambas da Editora Vozes, na Praça de Autógrafos.

Viviane Mosé é capixaba e vive no Rio desde 1992. Psicóloga e psicanalista, mestra e doutora em Filosofia, especialista em Elaboração e Implementação de Políticas Públicas, tem 11 livros publicados e foi duas vezes indicada ao Prêmio Jabuti, pelos livros Stela do Patrocínio e A escola e os desafios contemporâneos. Escreveu e apresentou o quadro Ser ou Não Ser no Fantástico da TV Globo, em 2005 e 2006. Fez comentários diários na Rádio CBN durante 6 anos. É sócia da Usina Pensamento.

Sobre as obras

“Nietzsche e a grande política da linguagem” é o primeiro livro no qual a autora aborda a obra do filósofo. Quando Nietzsche afirma a necessidade de uma transvaloração dos valores, refere-se à possibilidade de desconstrução desta estrutura. Repensar a linguagem, avaliar a relação que a cultura estabeleceu com os códigos de comunicação, bem como as leis e os princípios que determinou para os enunciados, é uma das condições para o que Nietzsche, segundo Viviane Mosé, chama de uma nova grande política.

Em “Nietzsche hoje – Sobre os desafios da vida contemporânea”, a escritora fala sobre a estreita relação entre o conhecimento e a vida, razão e emoção, a possibilidade de aproximar opostos – aliás, por que opostos? Não se pode ser uma coisa e outra, em vez de escolher entre uma opção ou outra? A obra é baseada nestes princípios e questionamentos, levantados séculos atrás por Nietzsche.

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