Tônia Carrero e os grandes nomes da literatura brasileira do séc XX

Tônia Carrero e os grandes nomes da literatura brasileira do séc XX

O Diretor de teatro Luiz Arthur Nunes trouxe para a Feira do Livro deste ano, histórias sobre uma das maiores atrizes brasileiras, Tônia Carrero. Mediado pelo jornalista e escritor Antônio Hohlfeldt, o encontro trouxe relatos de bastidores, trabalho, amizade e momentos vividos por Luiz durante os anos compartilhados com a atriz.

Em especial, a produção do espetáculo “Amigos para sempre”, peça teatral estrelada por Tônia e dirigida por Luiz que inclui textos e poemas de poetas, escritores, dramaturgos e cronistas como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Nelson Rodrigues, Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos e Clarice Lispector, homenageando, além desses, Tom Jobim, Heitor Villa-Lobos Manuel Bandeira e Paulo Autran.

 

Texto de Henrique Engel – Hub Jornalismo ESPM

CORTEJO DE ENCERRAMENTO

CORTEJO DE ENCERRAMENTO

A diretoria da Câmara Rio-Grandense do Livro tem a satisfação de convidar para o tradicional Cortejo de Encerramento da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Roteiro

– Dia 17/11

– Local de saída: Rua Sepúlveda, entre o Memorial e o MARGS

– Horário: 20h

– Trajeto:

Banda:

– Toca na saída, faz um ponto no centro, entre a área internacional e Teatro Carlos

Urbim.

– Após faz um ponto no centro da Av. Sete de Setembro e por fim um ponto no

centro da Rua dos Andradas.

– Distribuição das rosas (roteiro):

– Sepúlveda, Área Internacional, Teatro Carlos Urbim

– Faz a volta e entra na Av. Sete de Setembro pelo corredor da esquerda e depois

percorre o lado direito.

– Por último faz a Rua dos Andradas e finaliza no Pavilhão de Autógrafos.

Pelo direito de ler e escrever

Em nome da Câmara Rio-Grandense do Livro e da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre, nossa solidariedade e respeito à escritora Luisa Geisler pelo cancelamento de sua palestra na Feira do Livro de Nova Hartz. Pela democracia, pelo livro e pela leitura, que nos descortinam o conhecimento do mundo, defendemos a liberdade de expressão, o direito de escrever e de ler.

Reverenciando a memória de José Lutzenberger

Reverenciando a memória de José Lutzenberger

Foto: Adrise Ferreira

Nesta tarde no auditório Barbosa Lessa no CCCEV, aconteceu a leitura do romance histórico “Lutz – O Grande Ambientalista do Brasil”, que conta a vida de José Lutzenberger. Foram citados alguns trechos durante o encontro na tarde desta quinta-feira no auditório Barbosa Lessa do CCCEV. Estavam no palco Alcy Cheuiche, Olívio Dutra, Lily Lutzenberger, Lara Lutzenberger e Marcelo Carrion que conduziram o auditório para a narrativa do livro.
Logo em seguida Lily, filha de José Lutzenberger, muito emocionada com a homenagem prestada ao pai, agradeceu a presença de todos e destacou a extrema importância do reconhecimento do trabalho dele pela Feira do Livro de Porto Alegre.

 

Texto de João Pedro Argemi – Hub Jornalismo ESPM

 

Troféu Jacarandá – Parceria do Correio do Povo com a Câmara Rio-Grandense do Livro destaca quatro categorias da Feira do Livro 2019

Troféu Jacarandá

Parceria do Correio do Povo com a Câmara Rio-Grandense do Livro destaca quatro categorias da Feira do Livro 2019

Na noite de quarta-feira, 13 de novembro, em cerimônia para convidados no Espaço Cultural Correio do Povo, livreiros e editores, personagens principais da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre, receberam o Troféu Jacarandá. O prêmio, instituído em 2018 em parceria do Correio do Povo com a Câmara Rio-Grandense do Livro, tendo como patrocinadores a Braskem e o Banrisul, homenageou quatro categorias: Geral, Infantil, Internacional e Destaques Especiais (entregue a um personagem emblemático do evento).

Os vencedores, selecionados por uma comissão composta por notáveis da Feira, foram conhecidos no momento da entrega do troféu. Neste ano, integraram a comissão a patrona Marô Barbieri, o coordenador do Livro e da Literatura da Secretaria Municipal de Cultura, Sergius Gonzaga, a diretora do Instituto Estadual do Livro, Patrícia Langlois, e a arquiteta especializada em acessibilidade Alda Gislaine Rocha da Silva.

Foto: Pedro Heinrich

Premiados

Área Infantil e Juvenil

A Editora Cassol vem se empenhando, há vários anos, em apresentar novidades ao público da Feira do Livro de Porto Alegre, a começar pelo projeto de sua barraca, constantemente modificado para agradar as crianças e facilitar o atendimento. Neste ano, a barraca da Cassol destaca-se de forma incontestável das demais na Área Infantil e Juvenil. Além disto, a empresa apresenta ao público uma ampla e qualificada oferta de livros de literatura infantil e juvenil e colhe, durante a Feira, os resultados de um trabalho de difusão das obras dos autores que edita, ao longo de todo ano, em escolas.

Área Internacional

Expositor tradicional da Área Internacional da Feira do Livro de Porto Alegre, a SBS recebe o prêmio Jacarandá pela variedade e qualidade dos livros especializados no ensino de idiomas ofertados ao público da Feira e pelas condições de acessibilidade de seu estande.

Área Geral

Além de ofertar ao público uma vasta gama de títulos de alta qualidade do seu catálogo, a Editora da UFRGS se destaca por participar da Feira com um vistoso e funcional estande, dotado de todas as condições de acessibilidade.

Foto: Pedro Heinrich

Foto: Pedro Heinrich

Foto: Pedro Heinrich

Foto: Pedro Heinrich

Destaques especiais

Tânia Márcia Tomaszewski

Graduada em Pedagogia, é professora na Rede Municipal de Ensino de Canoas há quase 30 anos. Foi supervisora escolar, alfabetizadora e formadora de professores alfabetizadores. Desde 2017, é responsável pelo Projeto Livro e Leitura, da Escola Municipal Tancredo Neves, no qual atual como mediadora de leitura e contadora de histórias em todas as turmas do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental.

Trensurb – Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre

Parceira da Feira do Livro desde 2006, a Trensurb presta um apoio essencial à visitação escolar do evento, ao disponibilizar transporte para turmas de escolas públicas de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas e dos bairros da Zona Norte de Porto Alegre que contam com estações de trens. A empresa é homenageada, também, pelo relevante trabalho de promoção da leitura que realiza por meio do Espaço Multicultural Livro sobre Trilhos nas estações Mercado, de Porto Alegre, e Canoas.

Critérios de avaliação

Os critérios de avaliação incluem aspectos visuais, condições de acessibilidade, qualidade da oferta de livros, atendimento, promoções de venda e envolvimento com a programação da feira.

O diretor comercial do Correio do Povo, João Müller, ressaltou que no lançamento, em 2018, o prêmio trouxe emoção e justiça aos participantes que não medem esforços para que a Feira aconteça. Müller afirmou também que o jornal é um apoiador da festa literária desde seu início, em 1955. “É uma profunda identificação do jornal com a importância cultural da Feira, da qual temos orgulho, também, de ser vizinhos”, completou.

Comissão Organizadora do Prêmio Jacarandá em 2019

– Deise Zanin, presidente do Instituto Atlas Biosocial e coordenadora da Estação da Acessibilidade da Feira do Livro de Porto Alegre

– Escritora Marô Barbieri, patrona da 65ª Feira de Porto Alegre

-Sergius Gonzaga, coordenador do Livro e Literatura da Secretaria Municipal de Porto Alegre

– Patrícia Langlois, diretora do Instituto Estadual do Livro. Há vários anos, traz alunos à Feira do Livro de Porto Alegre, como culminância do trabalho desenvolvido na escola, na área da leitura, e pela seriedade com que prepara a visitação escolar, o que se percebe na forma ativa e entusiasmada com que seus alunos participam destas atividades, seu nome foi recomendado para receber este troféu.

Federasul homenageia a Feira do Livro 2019

Federasul homenageia a Feira do Livro 2019

A 65ª Feira do Livro de Porto Alegre foi homenageada pela Federasul no almoço “Tá na Mesa” desta quarta-feira, dia 13. Prestigiaram o encontro integrantes da diretoria da Câmara Rio Grandense do Livro, presidida por Isatir Bottin Filho, e da organização da Feira. O livro, o incentivo à leitura e o fomento ao mercado editorial foram tema do painel “Curiosidade é que nos move”, conduzido por Simone Leite, presidente da Federasul.

Foto: Diego Lopes

Participaram a patrona Marô Barbieri, a escritora e jornalista Cíntia Moscovich, o escritor e poeta Dilan Camargo, a jornalista e radialista Tânia Carvalho e o escritor e professor Felipe Daiello. Relatos emocionantes pontuaram a fala dos convidados. Marô destacou a valentia da Câmara Rio-Grandense do Livro, “sempre na luta para nos oferecer este momento brilhante, um lugar de encontros prazerosos. Não interessa a forma. O livro e a palavra nos movem”.

Confira todas as fotos em nosso Flickr.

Abre no dia 15 o Seminário A Arte de Contar Histórias

Abre no dia 15 o Seminário A Arte de Contar Histórias

O 12º Seminário A Arte de Contar Histórias abre na sexta-feira, dia 15 de novembro, às 19h, no Auditório do Memorial do RS, com apresentação do Grupo Vivapalavra de Poesia, com Erika Borba e Thamires Trindade, do movimento Meninas Crespas, da Restinga. O seminário tem idealização, curadoria e mediação do autor, ilustrador, arte-educador, especialista em literatura infantil e juvenil Celso Sisto. A palestra de abertura será com a escritora carioca Sonia Rosa, professora, contadora de histórias e orientadora educacional, que fala sobre o tema Por uma literatura antirracista.

José Mauro Brant

O evento será realizado de 15 a 17 de novembro, com oficinas e mesas-redondas, no auditório da Livraria Paulinas, e sessões de histórias no Teatro Carlos Urbim. Um dos destaques da programação infantojuvenil da 65º Feira do Livro de Porto Alegre é a participação do carioca José Mauro Brant, ator, cantor, autor, contador de histórias e diretor de óperas e espetáculos musicais, como convidado especial do 12º Seminário A Arte de Contar Histórias, no dia 17 de novembro. Nos dias 16 e 17, além de José Mauro Brant, ministram oficinas e participam de mesas-redondas e de sessões de histórias Penélope Martins, Eleonora Medeiros e Elisa Lucas.

Faça a sua inscrição através do e-mail: visitacaoescolar@camaradolivro.com.br.

Processo de escolha e curadoria da Área Infantil e Juvenil

Processo de escolha e curadoria da Área Infantil e Juvenil

Muitas são as decisões a serem tomadas num evento do porte da Feira do Livro de Porto Alegre. No caso das escolhas dos autores e obras da área infantil e juvenil tudo ocorre bem antes do mês de novembro, quando a Feira funciona na Praça da Alfândega.
Nos meses de janeiro e fevereiro, uma equipe se reúne para analisar as obras dos autores, indicados por editoras, escolas ou pelos próprios autores para participarem da programação da Feira do próximo ano. Já no primeiro semestre, a grade de programação dos autores é montada, a fim de que os mediadores de leitura possam se organizar para o agendamento escolar, que inicia em agosto.
A partir de março a formação daqueles que trabalharão junto à Feira neste processo. São encontros do curso de extensão Tessituras: formação de mediadores para programas de leitura, em parceria com a UFRGS, no qual são abordadas temáticas referentes à atuação do mediador de leitura em diferentes espaços. No segundo semestre é feita uma formação sobre a visitação escolar à Feira, em que os professores conhecem a programação completa de autores e realizam a pré-agenda de suas turmas. Nos encontros de formação, os livros são disponibilizados do acervo da Biblioteca Moacyr Scliar para consulta local dos professores.
A equipe da feira do livro deste ano responsável por todo este processo é formada por
Ana Paula Cecato (professora e mestre em Letras, coordena o Núcleo), Carla Araújo (graduada em Letras, trabalha com agendamento escolar), Nóia Kern (professora, coordena o setor de informações), Bárbara Catarina (contadora de histórias, coordena A Tenda das 1001 histórias)
Silvia do Canto (ilustradora, trabalha no Ateliê da Imagem) e Inaúma Carvalho (bibliotecária).

Autores indígenas Yaguarê Yamã e Daniel Munduruku nesta terça-feira

Autores indígenas Yaguarê Yamã e Daniel Munduruku nesta terça-feira

A 65ª Feira do Livro de Porto Alegre recebe nesta terça-feira, dia 12 de novembro, os autores indígenas Yaguarê Yamã e Daniel Munduruku. Eles participam de atividades com o foco na discussão sobre Educação e Literatura dos Povos Indígenas, como atrações do Ciclo O Autor no Palco, no Teatro Carlos Urbim: Yaguarê Yamã às 14h e Daniel Munduruku às 15h30.

Já às 19h30, os escritores indígenas Daniel Munduruku e Yaguarê Yamã participam do Ciclo A Hora do Educador – A Literatura dos povos indígenas, no Teatro Carlos Urbim, com mediação de Rodrigo Venzon. A mesa-redonda é voltada para professores, bibliotecários e outros mediadores da leitura, professores e alunos da Educação para Jovens e Adultos.

Sobre os autores indígenas:

Yaguarê Yamã (Ozias Yaguarê Yamã Glória de Oliveira Aripunãguá), além de escritor de literatura infanto-juvenil e fantástica, é ilustrador, professor, geógrafo e ativista indígena amazonense, filho de pai sateré e mãe maraguá. Nasceu em Manaus (1973) e cresceu no paranã do Urariá, município de Nova Olinda do Norte, localidade de Novo Horizonte Yãbetue’y, aldeia indígena maraguá. Inicialmente viveu entre a aldeia, o interior ribeirinho (paraná do Limão) e as cidades de Parintins e Manaus, antes de morar por seis anos em São Paulo, onde licenciou-se em Geografia pela UNISA – Universidade de Santo Amaro, e iniciar a carreira de professor, escritor, ilustrador e também palestrar temáticas indígenas e ambientais na companhia de importantes lideres indígenas. Em 2004 retornou ao Amazonas com o objetivo de retomar o processo de reorganização do povo Maraguá e de lutar pela demarcação de suas terras. Criou a ASPIM – Associação do Povo Indigna Maraguá, com sede em Nova Olinda do Norte, na qual militou por seis anos como vice-coordenador, diante das diversidades e ameaças de madeireiros e traficantes de animais e de drogas que atuam na região. É autor do projeto “De volta às origens” que atua na reorganização territorial dos descendentes de povos indígenas ressurgidos, e seu reconhecimento, além do resgate da cultura e da língua falada. No período de 20162017 atuou na Fundação Estadual do Índio – FEI, órgão do governo do estado do Amazonas, em Manaus, como Coordenador de Cultura. De volta a Nova Olinda do Norte, tem dado continuidade no movimento indígena no município, dessa vez visando a luta pelo território e a expansão do mesmo. Desde então, tem atuado em palestras por todo o Brasil. É autor de 26 livros. Alguns, com prêmios nacionais e internacionais como o Altamente Recomendável (FNLIJ), Wirth Ravens da Biblioteca de Munique (Alemanha) e os selecionados para a Feira de Bologna (Itália) e PNBE. Todos visando a inserção do índio na sociedade e a divulgação da cultura indígena sem preconceito e sem estereótipos, num movimento nacional denominado “Literatura Indígena”. Como ilustrador, é especialista em grafismos indígenas e tem trabalhos em seus próprios livros e participação em obras de outros autores. Nas artes plásticas tem participação na obra “Etnias do sempre Brasil”, da escultora Maria Bonomi, com duas placas de bronze, exposto no Memorial da América Latina, em São Paulo. É pai de cinco filhos: Kawrê e Kenatiê (primogênitos), Yaguarê, Tainãly e Kalyzi (os caçulas).

Daniel Munduruku é escritor indígena, graduado em Filosofia e licenciatura em História e Psicologia. Doutor em Educação pela USP. É pós-doutor em Literatura pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Diretor-presidente do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais. Autor de 50 livros para crianças, jovens e educadores, é Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008. Em 2013, recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante honraria oficial dada a um cidadão brasileiro na área da Cultura. ro fundador da Academia de Letras de Lorena. Recebeu diversos prêmios no Brasil e no exterior, entre eles o Jabuti, o da Academia Brasileira de Letras, o Érico Vanucci Mendes (CNPq) e o Tolerância (UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Reside em Lorena, interior de SP.

Cartilha Tema de Casa: Uma Lição de Vida para prevenir a violência

Cartilha Tema de Casa: Uma Lição de Vida para prevenir a violência

Iniciativa da ouvidoria da Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos, a cartilha Tema de Casa: Uma Lição de Vida chega para prevenir a violência, estimulando o carinho na aproximação de pais e filhos. O foco são crianças de dois a 10 anos.  Na introdução da cartilha a autora Silvana Oliveira diz “como produto da associação de demandas recebidas na Ouvidoria de Direitos Humanos, elaboramos uma cartilha de prevenção à violência, com o foco na importância do carinho no convívio familiar, como ferramenta para um futuro de menor criminalidade. Através de pesquisas e dados, relacionamos os temas de abandono efetivo de crianças como a violência e criamos uma atividade lúdica com a proposta de auxiliar na formação de pessoas mais solidárias. Com ações práticas de carinho, que iniciam em casa, todos os envolvidos lucram, participando ativamente na construção de uma sociedade mais humana, que sonha com a redução dos índices de violência e com crianças mais felizes e seguras, integrando os interesses da escola – criança – família”.

Na Feira, a cartilha pode ser encontrada no estande Recanto dos Livros, por R$ 15,00.

Confira mais na matéria da Gaúcha ZH.

Foto: Diego Lopes

Uma festa para a música regionalista

Uma festa para a música regionalista

O Teatro Carlos Urbim na Feira do Livro foi palco no começo da noite deste domingo de uma grande homenagem intitulada “Trovadores do Rio Grande: puaços entre Gildo de Freitas e Teixeirinha”. O evento marcou o lançamento das biografias de Teixeirinha e Gildo de Freitas, os dois maiores trovadores do Estado. Juntos os autores Daniel Feix e Juarez Fonseca falaram sobre os famosos puaços (duelos) entre os músicos. Já os trovadores Wesley Marques e Rodrigo Longaray e o gaiteiro Gilmar Teixeira, ao vivo, promoveram um desafio. Tudo sob a mediação do outro jornalista, Flávio Ilha.

Foto: Pedro Heinrich

 

Itamar Vieira Junior e o premiado romance “Torto Arado”

Foto: Adrise Ferreira

Itamar Vieira Junior e o premiado romance “Torto Arado”

“É um romance magnífico, esplêndido”. Assim a professora Regina Zilberman, já nas primeiras palavras do encontro “Mundo rural, história e literatura”, definiu a obra “Torto Arado”, neste domingo, no Auditório Barbosa Lessa do CCCEV. Ela apresentou à plateia o escritor baiano Itamar Vieira Junior e sua obra agraciada com o Leya 2018, prêmio português de literatura.
Zilberman fez uma espécie esquematização do romance para o público entender o contexto da obra. Logo após teceu comentários de que “Torto Arado” é um anti Guimarães Rosa, porque não faz concessão ao regional, traz o legado dos escravizados e é também um livro político, porque fala da ocupação da terra. Ainda, traçou comparações entre a obra do autor baiano com “O tempo e o Vento” de Erico Verissimo e “Levantado do Chão”, de José Saramago.

Itamar Vieira Junior agradeceu a análise precisa de Zilberman e lembrou que no Nordeste brasileiro, onde o romance se passa, ainda existem pessoas vivendo em regime de servidão, de forma precária, sem um chão, que é o direito humano mais elementar. “A escravidão não acabou em 1888. Ainda está no nosso tempo”, enfatizou o autor. Itamar foi além, dizendo que “vivemos em um mundo precário e policiado”.

Foto: Adrise Ferreira

Sobre personagens que compõem “Torto Arado”, o escritor salientou: “As leituras que a gente faz são inspiradoras. A literatura nos leva por tantos caminhos e isso é mágico. Foi assim, lendo a obra de escritores, como Erico Verissimo e José Saramago, que acalentei o desejo de contar histórias, de escrever”.

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