Sob o viés da diversidade, a programação para o público adulto vai oferecer seminários, encontros, debates, oficinas com os mais variados temas, trazendo escritores e pensadores brasileiros e estrangeiros para lançar seus livros e refletir sobre o nosso tempo. Entre as questões, algumas se destacam: O pensamento é subversivo? A arte combate a injustiça? O jovem adulto lê?

Nos 17 dias de Feira, assuntos como a cidade e o imaginário cotidiano, a escravidão no país, liberdade de ensinar e de aprender, mídia e feminismo, a questão indígena no Brasil contemporâneo, a música, os 50 anos de Woodstock, os 100 melhores curtas-metragens brasileiros na visão da crítica, racismo, direitos humanos, justiça e exílio estarão no centro dos debate. O social, o político, o cultural e o artístico, identidades, raízes e atualidades de um mundo fracionado e polarizado vão fazer parte das conversas.

A literatura em todos os seus gêneros – romance, crônica, poesia, terror, humor, conto – estará representada por mais de 150 autores brasileiros, como Laurentino Gomes, Maria José Silveira, Leonardo Tonus, Ana Maria Gonçalves e Nilton Bonder. Mais de 12 escritores e pensadores internacionais participam da Feira, entre eles o sociólogo e professor francês Philipe Joron, o sueco Mats Strandberg, os italianos Vicenzo Susca e Fabio LaRocca, a jornalista alemã Caren Miesenberger, a angolana Djaimilia Pereira de Almeida e as argentinas Liliana Heer, psicanalista, escritora e crítica literária, e Mariana Travacio, psicóloga.

 

Convidados internacionais

– O francês Philipe Joron, doutor em Sociologia pela Sorbonne, professor titular na Universidade Paul-Valéry, em Montpellier, professor visitante e pesquisador estrangeiro no Brasil. Atualmente, dirige a Faculdade Sciences du Sujet et de la Société. Joron toca naquilo que realmente faz a vida social, o cotidiano e suas singularidades. Seu leitor anda por veredas e por linhas paralelas. Dia 2 de novembro, às 16h30min, no Auditório Barbosa Lessa, com o livro A vida improdutiva (Editora Sulina).

– O sueco Mats Strandberg, que tem o seu quarto livro solo A última travessia (Editora Morro Branco) entre os 10 mais vendidos na Europa, com uma adaptação cinematográfica em andamento.  Dia 2 de novembro, às 18h, no Auditório Barbosa Lessa.

– O italinao Vicenzo Susca, doutor em Sociologia pela Sorbonne, diretor do Departamento de Sociologia da Universidade Montpellier III e editor da revista Cahiers Européens de L´Imaginaire. É autor de vários livros, entre eles “Nos limites do imaginário, o governador Scharwzenegger, os telepopulistas” e “Pornocultura, viagem ao fundo da carne, em coautoria com Claudia Attimonelli. Dia 2 de novembro, às 16h30min, no Auditório Barbosa Lessa, para falar sobre o livro “As afinidades conectivas: para compreender a cultura digital” (Editora Sulina).

– O italiano Fabio LaRocca, doutor em Sociologia pela Universidade Paris Descartes Sorbonne (2008). É professor na Universidade Paul-Valéry Montpellier 3. Seus estudos e trabalhos são voltamos para a Sociologia do Imaginário, Comunicação e Mídias, Sociologia Visual, Cidades e Espaços Urbanos, Epistemologia e História do Pensamento Sociológico.  Dia 2 de novembro, às 16h30min, no Auditório Barbosa Lessa, vai falar sobre o livro A cidade em todas suas formas (Editora Sulina).

– A alemã Caren Miesenberger, jornalista e freelancer, trabalha para vários veículos na Alemanha, como BuzzFeed, Print, Online e Radio em Hamburgo. Faz mestrado em Geografia. Já publicou artigos em português para a Fundação Heinrich Böll, Blogueiras Feministas e Não Me Kahlo. Seus temas falam de sociedade, cultura popular, feminismo queer, digitalidade e mobilidade. É assessora do Twitter da Wir Machen Das e editora voluntária da revista Brasilicum. Dia 7 de novembro, 18h, no Auditório Barbosa Lessa, vai falar sobre Resistência feminista na mídia brasileira e alemã.

Rabino Joseph Saltoun, Canadá. Escritor, pesquisador, palestrante, comentarista e estudioso da Kabbalah, da qual é mestre, e da Teosofia Religiosa, desde os 22 anos. Iniciou em 1982 e é um dos poucos a serem ordenados como Rabino e Sábio da Kabbalah pelo renomado Rabino P. S. Berg (fundador do Kabbalah Centre International.

Djaimilia Pereira de Almeida, de Angola. Nasceu em Luanda em 1982. Cresceu nos arredores de Lisboa. Formou-se em Estudos Portugueses e fez doutorado em Teoria da Literatura, na Universidade de Lisboa. Foi uma das vencedoras do Prêmio de Ensaísmo Serrote (2013 – Instituto Moreira Salles). Publicou ensaios em revistas e jornais de Portugal, EUA e Brasil. Esse Cabelo (Prêmio Novos – Literatura 2016) é seu primeiro livro. Em 2016, foi uma das finalistas da Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative. Dia 16 de novembro, às 18h, no Auditório Barbosa Lessa para falar sobre seu segundo romance Luanda, Lisboa, Paraíso, balanço de três vidas obscuras, em que esperança e pessimismo, desperdício e redenção, surgem lado a lado.

Liliana Heer, da Argentina. Psicanalista, escritora e crítica literária. Tem vários livros publicados desde 1980. Dejarse Llevar (relatos), Bloyd (novela, Prêmio Boris Vian, 1984), La Tercera Mitad (novela, 1988), Giacomo. O texto secreto de Joyce (ficção crítica, 1992), em coautoria com J. C. Martini Real, Frescos de amor (novela, 1995), El sol después e Hamlet & Hamlet (2011), entre outros. Escreveu o curta-metragem Dibujar um elefante em base al recuerdo de lós mirlos, dirigido por Rubén Guzmán e a peça teatral Para empezar aplaudiendo – Sin apremio por concluir.

Mariana Travacio, da Argentina. Psicóloga especializada em Criminologia Forense, experiência que a marcou para sempre e transborda na sua literatura. Seus contos foram premiados e publicados em Cenizas de carnaval, edição que não deixa lugar para dúvidas sobre a construção do sinistro e do perverso. Dia 6 de novembro, no Auditório Barbosa Lessa para falar sobre Diálogos entre a literatura brasileira e argentina. Editora Moinhos.

Emanuele Coccia, Itália/França. Filósofo italiano. É professor auxiliar na École des Hautes Études em Sciences Sociales, em Paris. Das suas publicações traduzidas em diversas línguas, destacam-se A Vida Sensível (2010), Le Biens dans les choses (2013) e La vie des plantes (2016). Co-editou com Giorgio Agamben a antologia Angeli. Ebraismo Cristianesimo Islam (2009). Dia 17 de novembro, às 16h30min, no Auditório Barbosa Lessa para falar sobre o livro A Vida Sensível (Editora Dantes).

Gonçalo Ferraz, Portugal. Poeta, pesquisador e acadêmico, é professor de Biologia de Populações na UFRGS. Procura manter no trabalho a criatividade em todas as regras de expressão que a atividade científica impõe. A poesia para ele transita nesse meio. É um exercício de expressão sintética das ideias que considera importante dentro das regras.  Dia 3 de novembro, às 18h30min, na Sala O Retrato.

Marcela Villavella, psicanalista e poeta argentina conhecida por seus ensaios de divulgação e seu trabalho de coordenação da Escola Brasileira de Psicoanálisis. Dia 15 de novembro, às 16h30min, no Auditório Barbosa Lessa para falar sobre a Revista Anna O, Editora Après Coup.

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